Entrevista com Ilídio Moreira

Nascido a 18 de julho de 1965, em Guetim, Ilídio Moreira é uma das pessoas que mais atividades e dinâmica cria na freguesia. Nesta pequena entrevista, Ilídio recorda “com enorme alegria” alguns dos projetos em que esteve envolvido. Genuíno defensor de que é um “dever divulgar o nome de Guetim ao mundo”, Ilídio teve, quase sempre, a freguesia como palco dos seus sonhos.


O que o levou a fundar e a treinar os Olímpicos de Guetim?

Ilídio – Os Olímpicos de Guetim foi uma loucura. Surgem aquando da existência de um torneio em Grijó que envolvia, para além da vertente desportiva, uma componente financeira. Desta forma eu decidi convidar uma série de jovens para formar uma equipa em que pudéssemos jogar fora de Guetim e não haver rivalidade. Nós decidimos criar este clube e fomos a primeira equipa da região a ter o seu próprio equipamento. Nesse torneio em Grijó ficamos em terceiro lugar.

Em novembro de 1994 fundou o jornal Notícias de Guetim, concebido por jovens da freguesia e com peças exclusivas sobre ela. Como surgiu a ideia?

Ilídio – Durante algum tempo, por razões profissionais, afastei-me da freguesia e isso fez com que eu perdesse o contacto com as pessoas. Esta realidade a determinada altura começou a aborrecer-me, por isso, pensei numa forma de ultrapassar essa situação. Então, surgiu a ideia de criar um jornal. Este devia ser feito por guetinenses, com informação sobre Guetim e as suas gentes. Conseguimos criar um periódico que era feito todos os meses por elementos que se preocupavam, queriam informar e que o distribuíam porta a porta gratuitamente. Foi um projeto que funcionou durante algum tempo até que eu, por razões profissionais, tive que parar o mesmo.

Quais foram as motivações que levaram à publicação da edição comemorativa do Notícias de Guetim, publicada 21 anos depois do seu encerramento?

Ilídio – A ideia de fazer ressurgir o jornal não foi minha, mas sim do Manuel dos Santos, vice-presidente das freguesias Anta e Guetim. Estava ao princípio reticente, dado que a minha ligação às forças vivas da freguesia é neste momento diminuta, fruto da minha atividade profissional. No entanto, após alguma ponderação decidi aceitar dado que a participação nesta reedição poderia ser uma oportunidade de me reaproximar de Guetim e de voltar a fazer coisas.

O que o motivou a ser autarca?

Ilídio – A vontade de querer contribuir. Como grande curioso que sou tinha de passar pela política. Era uma forma de tentar ajudar e contribuir e fi-lo durante alguns mandatos. Participei no executivo, aprendi muito e trabalhei com gente extraordinária. Estar numa Junta de Freguesia significa ter muita dedicação, muito trabalho em prejuízo, às vezes, da família. Foram bons momentos.

Como gostaria de ver Guetim daqui a dez anos?

Ilídio – Gostava de ver Guetim com uma dinâmica e uma intervenção social ativa. Acho que o importante é fazerem-se coisas. Os guetinenses que existem são exatamente iguais a qualquer outra pessoa do planeta. As pessoas se quiserem fazer coisas, fazem aqui ou em outra qualquer parte do mundo. Temos sempre o argumento de sermos pequeninos, sermos poucos. O futuro pertence sempre aos jovens e a qualidade destes não se mede por aquilo que não fazem, mas sim por aquilo que eles fazem. Fica aqui o meu apelo e desafio a juventude a tomar rédeas e promover mais atividades.

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