Feira de Espinho

A feira de Espinho é uma das maiores feiras semanais do país. Com mais de 120 anos, a tradição mantém-se e acontece todas as segundas-feiras.


Apesar dos seus longos anos de história, a feira de Espinho já passou por várias fases e dificuldades. Hoje em dia a crise económica, a célere proliferação de hipermercados e a sua constante concorrência afetam quem, durante anos, fez desta a sua profissão.

Rosa Barros, feirante em Espinho.

“O melhor da feira está tudo estragado”, diz Rosa Barros, feirante há mais de 40. Para esta fiel vendedora à feira de Espinho, há mais pessoas, hoje em dia, a comprar em supermercados do que nas feiras, o que, para Rosa, “é um engano”, já que procuram produtos mais baratos mas esquecem-se da frescura e qualidade dos mesmos.

Maria Angelina, feirante há 49 anos.

Maria Angelina, feirante há 49 anos, realça as “fracas condições nas feiras”, queixando-se dos maus acessos. Também para Maria, a crise e os hipermercados afetaram muito o setor, “na feira compram-se os artigos mais frescos, melhores, mais saudáveis, nos hipermercados é tudo estrangeiro”, já relativamente à crise económica, afirma “precisamos que o nosso cliente médio e mais pequenino ganhe mais um bocadinho para nos podermos movimentar.”

Carlos Alberto, vendedor na feira de Espinho.

Carlos Alberto reafirma, mais uma vez, que “na feira consegue-se comprar coisas muito mais baratas, as pessoas habituaram-se a ir para o hipermercado com pagamentos com cartões, é um pagamento fácil, não custa pagar e aqui na feira se contassem o dinheiro davam mais valor às coisas.”

Habituados desde tenra idade a fazer da feira o palco das suas brincadeiras fizeram dela também um modo de vida. E apesar de todas as dificuldades, Rosa Barros, Maria Angelina e Carlos Alberto, jamais trocariam de profissão.

Convívio entre feirantes.

Rosa Barros “Não trocaria. Estou habituada desde criança é o meu ambiente preferido.”

Maria Angelina “Não, tenho 58 anos vendo há tantos anos que não consigo trocar.”

Carlos Alberto “Não, agora já não me sentia bem a fazer outra coisa.”

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