Grande percentagem de adolescentes consomem medicação

20 % das raparigas de idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos tomam tranquilizantes ou sedativos, a maioria por recomendação médica.


Estes dados foram divulgados na passada quinta-feira durante a apresentação do “Estudo sobre os consumos de álcool, tabaco, drogas e outros comportamentos aditivos e dependências / 2015”, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD).

Um em cada cinco jovens precisa de tomar medicação, esta problemática feminina está a inquietar as autoridades da saúde.

Segundo Fernanda Feijão, autora do estudo, é necessário encontrar um esclarecimento que expliquem estes resultados, questionando mesmo “como é que há uma percentagem tão elevada de raparigas a precisar de medicamentos”.

A responsável admite ainda que este é um indicador em que “costumamos estar acima da média europeia”.

Manuel Cardoso, subdiretor-geral do SICAD, comunica que ainda não há explicação para tais consumos, mas considera que 20 por cento é “um valor muitíssimo alto”.

Em análise ao estudo, este revela que 5,30 por cento (um em cada 20) dos rapazes dos 13 aos 18 anos consomem apenas bebidas alcoólicas, havendo mais do dobro das raparigas (11 por cento) nessa situação.

De modo geral, as bebidas mais consumidas, no último mês, foram as destiladas (31 por cento), seguidas da cerveja (30) e do vinho (22).

O relatório revela ainda que cinco por cento dos jovens com 13 anos já estiveram embriagados alguma vez, ao longo da vida.

No entanto, o mesmo estudo dá conta de uma diminuição do consumo de álcool, tabaco e drogas entre os mais jovens.

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