Livro do dia: a «ilha» de Aldous Huxley

Após editar “Admirável Mundo Novo”, em 1932, Aldous Huxley tornou-se parte do imaginário da literatura de ficção científica. Ao ler a sua prosa, o leitor percebe que  existe algo que o distingue dos seus contemporâneos. É que o espólio literário de Huxley vai para além do entretenimento. No centro da sua filosofia está o apelo ao intelecto.

Em “Admirável Mundo Novo”, Huxley cunha uma visão pessimista do futuro. Já em“A ilha” verifica-se o efeito contrário. O universo daquele que viria a ser o seu último romance conta a história de um povo que habita em Pala – uma pequena porção de terra situada no coração de um grande oceano. A personagem principal é Will Farnaby, um jornalista inglês, enviado para a ilha com a missão de desvendar os segredos da sociedade que ali habita. Farnaby dá por si num local onde todos o habitantes da sociedade vivem em harmonia; numa terra onde a luta pelo sucesso individual e o culto da personalidade são conceitos desconhecidos.

Aldous Huxley morreu pouco tempo depois de ter publicado o livro. Escreveu-o para elucidar o povo ocidental acerca das religiões orientais como o Budismo e o Hinduísmo. Acima de tudo, “A Ilha” é um alerta para a perversidade da guerra e do sistema capitalista vigente nas sociedades ocidentais.

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