“Panama Papers”: sede da Mossack Fonseca alvo de buscas

As autoridades panamianas realizaram, esta terça-feira, buscas ao escritório de advocacia Mossack Fonseca no âmbito da investigação dos “Panama Papers”.

A rusga foi realizada “sem qualquer incidente ou interferência”, declarou a polícia em comunicado, acrescentando que estavam a ser realizadas operações semelhantes noutras filiais da empresa.

Segundo as autoridades panamianas, o objetivo consiste em adquirir documentação relacionada com as informações publicadas na imprensa que identifique a utilização da empresa para atividades ilegais.

A diligência desta terça-feira foi a primeira a ser realizada pela Procuradoria, no âmbito da investigação relacionada com os “Panama Papers”.

No passado dia três, a procuradora-geral do Panamá, Kenia Porcell anunciou o início da investigação à divulgação de documentos da Mossack Fonseca e das suas operações na criação de empresas ‘offshore’.

Esta investigação jornalística envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação advém de uma fuga de informação que juntou 11,5 milhões de documentos ligados à empresa Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas ‘offshore’ em mais de 200 países.

O “Panama Papers” refere que milhares de empresas foram criadas em ‘offshores’ e paraísos fiscais de modo a administrarem o seu património. Entre eles destacam-se nomes como o rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

Segundo o Expresso e a TVI, 240 é o número estimado de cidadãos portugueses ou com residência em Portugal com ligações diretas ou indiretas a sociedades “offshore” criadas pela empresa Mossack Fonseca.

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