Ritalina adormece infância das crianças

A ritalina é um estimulante cerebral cada vez mais dado a crianças. A realização do diagnóstico com precisão é fundamental. A hiperatividade pode prejudicar de forma significativa estes pequenos jovens.


Este medicamento, legalizado e aprovado, é utilizado normalmente no tratamento da Perturbação da Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA).

Estes problemas surgem principalmente em crianças. Cada vez mais os médicos lhes receitam ritalina. E uma criança que seja mais irrequieta, será privada de brincar ou correr com toda a liberdade que outra teria.

Há uma outra associação que pode ser feita a este produto: é também um estimulante que aumenta a concentração e permite que se esteja mais tempo acordado. Os estudantes também o procuram com grande frequência, particularmente na altura dos exames.

Sandra Pinheiro é farmacêutica e discorda da venda deste produto: “Eu sou contra, mas os médicos passando, temos de aviar. É um estimulante cerebral, uma bomba para o cérebro, principalmente para as crianças”, refere.

As crianças, repletas de energia, depois de começarem a ser medicadas, estarão a ingerir metilfenidato, uma substância química que os mantém temporariamente calmos e apáticos . “Aumenta a concentração durante um período de tempo. É muito forte. Tanto que só sai das farmácias com receita médica. Temos de ficar com morada e identificação de quem levanta esse medicamento”, conta a farmacêutica.

Por outro lado, há quem não veja a ritalina como o principal problema. A questão fundamental é não privar a criança só porque tem os comportamentos habituais: brinca, corre, cai. Mesmo que isso aconteça de forma exagerada, pode precisar, unicamente, de descarregar energias a correr no parque infantil ou a praticar qualquer desporto.

Já Leonor Castro, psicóloga, acredita que questão primordial é o diagnóstico: “Acho que o problema não é a ritalina em si. Hoje em dia acho que muitas crianças são diagnosticadas com perturbação de hiperatividade com défice de atenção e esse diagnóstico está errado. E essas crianças que são mal diagnosticadas depois são tratadas com terapêutica medicamentosa de ritalina e aí sim surge o problema. Porque se está a dar um medicamento a quem não precisa dele”, refere.

O fundamental nestes casos é fazer uma avaliação aprofundada e segundo todos os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-IV-TR). Quando alguns destes critérios são ignorados, existe a possibilidade de se criar um problema onde não existe. “Não pode haver confusões. Por exemplo, uma criança mal-educada pode não ser hiperativa. E o diagnóstico não se pode tornar moda”, refere Leonor Castro.

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