Os novos meios de comunicação em debate na Lusófona do Porto

Os novos meios de comunicação foi o tema debatido na Universidade Lusófona do Porto (ULP), dia 15 de abril. Júlio Magalhães, jornalista do Porto Canal, e Daniel Catalão, jornalista da RTP, foram os convidados para discutir o “avanço vertiginoso” da tecnologia e o poder que ela detêm sobre nós.


Deparando-se com a certeza de que o mundo está a tornar-se numa “aldeia”, Daniel Catalão falou da experiência da realidade virtual, algo que nos “transporta para outro local, outra dimensão” e que é usada para tratamento de doenças e fobias, dando o exemplo de quem tem medo aos insetos ou até de andar de avião. A realidade virtual é, para Catalão, um dos maiores avanços da tecnologia, até porque “mexe com o nosso cérebro”. No entanto, defende que é preciso saber usá-la. A tecnologia no geral tem alcançado um poder enorme na vida de todos, mas o jornalista defende que temos de ser nós a ter o poder e não a tecnologia a comandar as nossas vidas.

Semana de conferências organizada pela Associação de Estudantes da ULP.

Júlio Magalhães, durante o seu discurso, frisou a importância da comunicação como garante do futuro. Defendendo que hoje em dia os jovens comunicam unicamente através dos seus aparelhos tecnológicos, usando o Whatsapp ou o chat do Facebook, é necessária uma mudança nesse sentido, uma vez que “a juventude tem de saber comunicar”. Sendo a comunicação uma das bases de qualquer área ou formação, Júlio recorda que “não há empregos para a vida” e que as pessoas têm de se adaptar às circunstâncias, não tendo medo em comunicar.

Um dos aspetos mais debatidos durante a conferência foi o avanço da tecnologia em detrimento do uso dos livros físicos. Cada vez mais, procurados no mundo online, os livros têm gerado muitas discussões e opiniões controversas, mas Daniel Catalão e Júlio Magalhães são da mesma opinião: os livros irão sempre existir. “Os livros são insubstituíveis”, diz o jornalista do Porto Canal, dizendo que é possível ler em computadores e em tablets, mas as pessoas vão querer sempre ter um livro ou até “um escritório carregado de livros”. Daniel Catalão referiu a condicionante da bateria, pois “num livro físico a bateria não acaba e se cair ao chão também não parte”.

 O debate com o nome “os novos meios de comunicação” aconteceu no último dia da conferência “Little Talks”, organizada pela Associação de Estudantes da ULP.

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