Plágio: coincidência ou há imitação na música?

A criatividade é um dos pilares na carreira de qualquer músico. A questão é perceber quando é que esta se confunde com plágio. No mundo discográfico, selecionam-se alguns casos sonantes como “Loca” de Shakira ou o grande sucesso de Michael Jackson “Wanna be starting something”.


De acordo com o dicionário português, plágio é o ato de copiar ou assinar uma obra  de outra pessoa,usando partes ou a totalidade e assumindo-a como própria. Numa explicação mais simples, ocorre quando uma pessoa copia o trabalho de alguém sem colocar os créditos do autor original. Pode existir em qualquer formato artístico.

Na área musical verifica-se plágio quando excertos ou a totalidade de determinadas produções são copiadas por artistas, que a assumem como criação original. Se for essa  a situação, considerada como crime de violação de direitos de autor, a questão tem de ser resolvida em tribunal.

Em 2010, a colombiana Shakira lançou o single “Loca” que se tornou num dos hits do fim do verão daquele ano. Posteriormente a canção foi considerada uma cópia de uma obra de um compositor dominicano Rámon Arias Vásquez. O juiz que analisou o caso entendeu que a versão infringiu direitos de autor.

Michael Jackson usou samples da obra de Dibango, cantor que o acusou de plágio. Consequentemente, o Rei do Pop foi obrigado a pagar pelos direitos de autor.

“Blurred Lines” , de Robin Thicke e Pharell Wiliiams (2013) foi uma outra música que obteve um enorme sucesso. Os cantores foram condenados em tribunal a pagar uma quantia de 7,3 milhões de dólares por terem copiado excertos de “Got to Give it Up” (1977) de Marvin Gaye.

Atualmente, a música é suscetível de se tornar monótona por seguir um padrão regular, por não haver muitos artistas que tenham a ousadia de abandonar a zona de conforto e explorar outros géneros. Por isso a autenticidade deveria e deve ser uma característica inerente a todos os músicos.

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