Viagens em trabalho

Existem empregos que implicam viajar bastante, tanto dentro do próprio país como para fora. Muitas vezes pensamos que estas viagens nos dão a oportunidade de conhecer novos lugares, mas a realidade é que não é assim tão verdade.

Rosário Magalhães, empresária de têxtil, dona da empresa Atlantrade, viaja bastante, pois o seu emprego assim a obriga. A empresa funciona como uma ponte entre os fornecedores (estrangeiros) e o mercado português, basicamente podemos dizer que é uma representada, e Rosário uma agente. Os países principais com os quais a Atlantrade trabalha são o Egipto, a Turquia, a França – mais precisamente com a cidade de Paris -, entre outros. Rosário abriu esta empresa há 22 anos juntamente com o seu irmão, e ambos estão constantemente fora do país.

Segundo Rosário, “por um lado é óptimo viajar, conhecemos novas culturas, novas religiões, espaços, pessoas, é maravilhoso; por outro lado quando estas viagens implicam ficarmos sete ou mais dias fora de casa, longe da família, acaba por custar sempre mais”. Contudo existe sempre o outro lado da moeda: “Claro, que é bom ir para fora e conhecer novos mercados, quando temos tempo para visitar e vivenciar cada cidade, mas nem sempre é possível. A maior parte das viagens que faço em trabalho, vou com o tempo muito contabilizado – visitar clientes, fábricas, feiras etc, e tudo isto é muito cansativo. Andamos sempre a um ritmo muito rápido, sempre a correr contra o relógio e ao fim do dia que é quando temos mais tempo, já só queremos ir para o hotel descansar”.

O emprego de Rosário também implica viajar de um lado para o outro dentro de Portugal: “Faço muitos quilómetros por Portugal, principalmente no Norte, que é onde se encontra o mercado de têxtil. O meu trabalho de rotina tem muito pouco, tanto posso passar um dia inteiro no escritório, como há dias em que é raro estar lá, pois tenho de ir visitar os clientes, mostrar as amostras, levar materiais, mostrar as possíveis lavagens que se podem fazer num determinado tipo de ganga …. Ando sempre entre Fafe, Trofa e Famalicão”.

A empresa viaja até Paris, pelo menos duas vezes por ano, quanto à Turquia os empresários já perderam as contas às vezes que lá vão por ano e até ao Egipto,normalmente fazem entre uma a duas por ano, não mais que isso. Também os mercados alemães e espanhóis são alvo de aterragem destes dois empresários, não com tanta frequência, mas são mercados que fazem parte desta empresa. Rosário considera que “viajar é muito importante” para o tipo de trabalho que exerce. !Tenho de estar sempre a par das novas tendências internacionais a nível de têxtil, é bom para manter e alargar a nossa agenda de contactos, e ter contacto com quem trabalhamos é fundamental. Tenho a certeza que se mantivéssemos apenas contacto por email ou telefónico a empresa não rendia metade do que rende. É essencial, tanto eu como o meu irmão, irmos às apresentações das novas colecções para podermos trazer o que mais se identifica com Portugal, pois há bastantes tecidos tanto a nível de ganga como a nível de linhos que eram impensáveis trazer, pois não iam ter saída nenhuma”, confessa Rosário.

Segundo a empresária, “ao viajarmos conseguimos abrir os nosso horizontes e as nossas mentalidades. Dependendo da nossa área de trabalho, pode ter grande valor, mesmo a nível pessoal. Acho de grande importância que um trabalhador seja ou não da minha empresa, tenha mundo, tenha contactos, tenha experiência.”.

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