Incompreensão ou confusão e distorção gramatical

Incompreensão ou confusão

Uma das razões pelas quais nos rimos é, como já vimos, porque nos sentimos superiores. E, para proporcionar tal sentimento, nada como estar perante uma personagem que, digamos, é burra ou sofre de alguma maleita (ser coxo, por exemplo). Rimo-nos porque nos sentimos num patamar superior em relação a essas pobres almas. Também acontece quando o alvo do riso anda «à nora», confuso ou perdido, é ingénuo ou pura e simplesmente não tem noções corretas sobre a realidade. Na técnica da incompreensão ou confusão, um personagem diz ou realiza algo que causa complicações a si próprio ou àqueles que o rodeiam – por não ter a elasticidade mental que o permita ajuizar as situações e suas consequências. Homer Simpson é um óbvio exemplo deste género de personagem:

Distorção gramatical

Trata-se de fazer piadas recorrendo à linguagem. Joga-se com a multiplicidades de sentido que as palavras têm, como clássico «Queria um café», «Ai queria, já não quer?». Isto é uma piada de distorção gramatical, mas o seu nome técnico é, na verdade, «estupidez». Saber brincar com o sentido das frases e das palavras requer um bom uso e compreensão da linguística.

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