O café moído na cidade do Porto

Na cidade do Porto, ainda há lojas e mercearias que vendem café moído na hora. Já são poucas as pessoas que compram o produto, no entanto, “O Pretinho do Japão” continua a apostar neste método.

Grãos de café

José Almeida é funcionário da loja “O Pretinho do Japão” há cinquenta anos e aponta o “aparecimento das cápsulas” como o principal fator para a “quebra na venda do café”. As cápsulas são uma forma “mais prática, limpa e rápida”, e também mais poluente, no entanto, o funcionário mostra-se apreensivo em relação ao que existe dentro do invólucro. “Eu até tenho algumas dúvidas que seja café o que vem nas cápsulas, porque o verdadeiro café é este, que a gente tem aqui em grão e que mói em frente ao cliente”.

Uma moagem de café que não é sempre a mesma, pois depende da “forma como o cliente vai depois utilizá-lo antes de ir para a chávena. Se vai pôr na água a ferver, se vai utilizar num filtro, se vai utilizar numa máquina de atarraxar ou se vai fazer numa máquina de cimbalino”, afirma.

Independentemente da forma como o grão é moído, José Santos é cliente habitual da loja “O Pretinho do Japão”. “Há mais de 50 anos que venho aqui” e o principal motivo da vinda é “o café moído”. “Já estou habituado a gastar sempre café moído e para mim este é o melhor”. Maria do Céu também tem o hábito de comprar café moído e afirma que “quem tiver o vício, sabe que este é o melhor”, porque “é o sabor puro”.

Muitas das lojas que vendiam este produto já fecharam, mas as que permanecem continuam a fazer o seu trabalho para dar um produto de excelência aos clientes que veem no café moído uma tradição marcada pelos cheiros e aromas.

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