A sedução do discos de vinil

A paixão pelo vinil parece continuar a justificar a existência de lojas especializadas nas rotações do gira-discos. Situada na cidade do Porto, a loja de discos Tubitek não pára de conquistar novos consumidores.

 

Discos de vinil. Fonte: Facebook Tubitek CDV

A qualidade do vinil é apreciada tanto pelos mais novos como pelos mais velhos. É o caso de Kosmo Dias, um jovem estudante, que costuma frequentar a loja Tubitek. “Entre o cd e o vinil prefiro o vinil. Como não tenho dinheiro para comprar um gira discos utilizo os cd’s. Os discos de vinil são analógicos, ou seja,  têm uma maior qualidade de som do que o digital”.

Apesar de Manuel de Oliveira, cliente da Tubitek, já não utilizar o disco de vinil, continua a  recordar os tempos em que se agarrava ao gira discos. “O disco de vinil para uns é revivalismo, por isso é que compram agora… Quem tem são as pessoas com mais idade, porque se calhar ainda têm gira discos e têm muitos discos em casa. Eu tenho mais de mil discos de vinil em casa. Não comprados agora, porque agora já não uso”. Mas os elogios ao vinil não deixam de ser dados por Manuel de Oliveira que acredita numa “melhor qualidade e melhor som”, pelo facto de “alguns serem reeditados”. É desta forma que diz que atualmente “têm condições técnicas muito melhores do que há 30 anos”.

Os géneros musicais que passam pela loja são diversificados, mas há alguns que se destacam. “A Tubitek vende todo o tipo de géneros em vinil. É lógico que os standards de rock são os mais comercializados, a música alternativa, a world music, ou seja, a música mundo também é muito apreciada”, afirma José Soares, funcionário da Tubitek.

A fragilidade é uma das características do disco de vinil. É por isso que a duração do mesmo depende dos cuidados que o cliente tem quando compra. Segundo José Soares, “o vinil obedece a uma série de rituais para o manter em condições audiófilas, isto quer dizer, em perfeito estado de audição. Portanto, é necessário limpá-lo, lavá-lo, guardá-lo cuidadosamente ao alto e as capas têm um grafismo fora do normal. Em relação ao CD tudo é positivo”. Por haver um cuidado muito característico, o funcionário considera que os clientes “são muito pacientes por terem este tipo de trabalho”, mas que no final acabam por ter “o prazer da audição em si, porque analogicamente o gira discos continua a debitar um som muito superior em relação ao cd”.

Ainda que na indústria musical não haja uma compra acentuada dos discos analógicos, estes nem com o passar do tempo saem de moda.

 

CDV – Tubitek

Praça D. João I, Nº 31

4000-295 Porto