BREXIT: uma condição que veio para ficar?

Após vários meses da implementação do referendo, que deliberava a retirada do Reino Unido da União Europeia, as situações política, económica e social têm registado grandes mudanças.

O dia 23 de junho de 2016 assinalou a realização de um referendo que possibilitava  ao povo do Reino Unido manifestar a vontade de se retirar ou, contrariamente, continuar na União Europeia. Com uma percentagem renhida (52%), a maioria dos eleitores votaram pela saída-Brexit. Passados 10 meses a decisão não se mantém a mesma.

Segundo a sondagem determinada pela revista Times , 45% das pessoas questionadas lamentavam o Brexit, 43% encontravam-se a favor e 12% revelavam indecisão. Complementando ainda a divisão da sociedade britânica no que compete ao referendo, 85% dos cidadãos que votaram a favor da saída admitiram satisfação, assim como 89% dos que votaram contra a mesma. A sondagem revela ainda uma maioria que acredita nas consequências económicas que o país poderá sofrer devido ao Brexit, assim como um decréscimo à influência global que o mesmo terá fora da União Europeia.

O resultado do referendo foi alvo de grande discussão. A grande maioria das entidades políticas europeias, e não só, deixaram claro o que pensavam relativamente ao tema em questão, revelando a sua oposição.

Na medida em que as consequências podem levar ao isolamento do Reino Unido, o referendo poderá determinar-se como um risco para o próprio país. Sendo um aglomerado composto por diversas regiões e identidades próprias – como, a  Escócia, Gales e Irlanda -, a implementação do mesmo não se revelou uma decisão unânime. Os países eram financiados com fundos comunitários da União Europeia, uma vez que o Governo Britânico assumia a falta de condições para suportar esses países que, desde a sua implementação,  se apresentam contra o Brexit.

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirma que a União Europeia sairá prejudicada devido ao Brexit, uma vez que este veio declarar a força de uma direita populista.
O político socio-democrata admite que a mudança no paradigma dos líderes nacionais, relativamente à União Europeia, revela-se como uma ameaça para o acordo que finca desde 2016,

Corremos o risco de que a saída da Grã-Bretanha não seja o fim de um processo mas o princípio. Por isso, seja qual for o resultado, teremos necessidade de uma reforma integral da União Europeia com regras claras. Somos uma comunidade de direito, não uma comunidade de arbitragem onde se diria: se isto me serve, eu aceito, mas não estou preparado para contribuir. Ou recuperamos uma vontade e um espírito comunitário, ou iremos em direção a um futuro muito arriscado.

Os chefes de Estado e de Governo assumem como primeira necessidade recair sobre os cidadãos afectados pelo Brexit  que rondam os três milhões de cidadãos da UE no Reino Unido, contudo, esta questão técnica poderá levar largos meses a ser resolvida.
A negociação edificar-se-á em 25 áreas técnicas que estão relacionadas com os direitos de residência, prestações sociais e pensões, acesso ao mercado de trabalho e à educação.

O caso de Londres segue-se como questão a resolver. Para que a segunda fase de negociações possa prosseguir é necessário resolver os compromissos determinados pelo Estado-membro.
No que compete às áreas de combate contra o terrorismo, segurança, defesa e política externa, a UE espera alcançar parcerias com a mesma.
A UE pretende alcançar um acordo com o governo britânico, contudo, isso pode não ser possível caso as negociações fracassem.

Sendo o Brexit uma necessidade perante os britânicos, a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou a antecipação das legislativas para 8 de Junho –estando previstas realizar-se apenas em 2020– para que o país obtenha uma maior estabilidade, uma vez que se  prepara para sair da União Europeia. A saída iniciará a sua negociação em Junho do presente ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixa um comentário