O Porto (também) é uma guitarra

A “Porto Guitarra” é uma loja, na cidade do Porto, dedicada aos instrumentos dedilhados que promete fascinar os amantes pela música e o público em geral. Entre as violas, os cavaquinhos tão típicos das músicas folclóricas e o bandolim, podemos encontrar as célebres guitarras clássicas. Este espaço quer-se afirmar como “uma loja especializada” que ajuda o cliente, que segundo o proprietário “não tem nenhum estrato social ou faixa etária específica”, a escolher o melhor equipamento e acessórios. A compra de guitarras clássicas está ao alcance tanto de “profissionais, como amadores, curiosos ou turistas”.

Interior da loja “Porto Guitarra” (fotografia: Andreia Resende)

Agostinho Rodrigues é o proprietário da loja e explica que a “guitarra clássica terá entrado em Portugal, pela cidade do Porto, através dos ingleses” e que “ao longo dos anos não tem sofrido alterações”, ou seja, “não foi adulterada desde a sua origem”. As únicas modificações foram de maneira a “aumentar o volume do instrumento”, isto é, os produtores foram testando novos métodos para que as guitarras clássicas emitissem mais sonância.

Parede com guitarras clássicas (fotografia: Andreia Resende)

“O timbre e a afinação” são os dois elementos essenciais que permitem diferenciar as guitarras clássicas dos restantes instrumentos musicais e são também estes dois fatores que, segundo Agostinho Rodrigues “permitem fazer música de forma intuitiva”. Isto acontece porque a estrutura do equipamento é muito bem elaborada e pensada, é como uma “obra de construção civil”. São “a caixa de ressonância” e “o braço” que constituem uma guitarra clássica.

Processo de construção da guitarra clássica (fotografia: Andreia Resende)

A caixa de ressonância é importante, porque é o que faz com que haja “ vibração das cordas”. Uma vibração que é “transmitida para o tampo (da guitarra) através do cavalete” e a partir daí surge “o som”. O braço da guitarra “permite que as cordas estejam esticadas e afinadas numa determinada tensão para dar uma nota”, além disso também encontramos “os trastes que ajudam a interromper a corda e torná-la mais curta”.

A estrutura da guitarra clássica tem de ser “estável e acima de tudo resistente”, por causa da “força que as cordas exercem”. Assim, “os materiais utilizados devem ser muitos bons para que o equipamento não quebre”. Agostinho Rodrigues afirma que o grande segredo para o sucesso das guitarras clássicas são “o equilíbrio entre sonoridade e resistência”.

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