Vacinação, um ato de responsabilidade social ?

A vacinação é, atualmente, considerada um dos métodos mais eficazes da medicina contra uma grande variedade de doenças. Elas são substâncias semelhantes a um agente infeccioso, que atuam sobre o sistema imunitário com a finalidade de estimular a produção de anticorpos. Desta forma, procura-se evitar que a pessoa vacinada desenvolva a doença quando em contacto com um microrganismo que pode despoletar a patologia.

As vacinas são a prova de como a ciência tem evoluído no combate a epidemias e patologias, que anteriormente eram mortais e hoje podem ser controladas. Em Portugal, administram-se vacinas desde o início do século XIX, mas foi apenas a partir de 1965, com a criação do Programa Nacional de Vacinação (PNV), que os ganhos em saúde foram significativos.

O PNV é da responsabilidade do Ministério da Saúde e integra as vacinas consideradas mais importantes para a população, que são distribuídas e aplicadas de forma gratuita, sendo:

Esquema recomendado PNV 2017. Fonte: Serviço Nacional de Saúde

Existem outras vacinas que podem ser necessárias em situações particulares, como quando se viaja para países onde há um risco de doenças infecto-contagiosas ou apenas para reduzir o risco de transmissão de doenças. Como não constam no PNV não são gratuitas e a sua administração fica ao critério de cada cidadão.

Embora as doenças que possam ser prevenidas pela vacinação se tenham tornado extintas em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Com a facilidade de atravessar a fronteira geográfica, num mundo altamente interligado, qualquer pessoa está sujeita a infectar-se, quando não protegida, tornando-se um provável disseminador da doença.

Um exemplo claro desta situação, ocorreu no presente ano de 2017 quando, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), foram reportados mais de 500 casos de Sarampo na Europa. Esta trata-se de uma das doenças infeciosas mais contagiosas, que pode levar a complicações graves e até a morte do paciente infetado. O Sarampo esteve duarante vários anos controlado em Portugal, no entanto hoje por falta de adesão ao PNV foram notificados dezenas de casos em poucos meses, assim como em países como a Áustria, a Bélgica, a Dinamarca, a França, a Alemanha, a Itália, a Espanha, a Suíça e o Reino Unido. Este fenómeno da não adesão tem ocorrido também nos Estados Unidos.

Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18, e uma dose quando se trata de adultos.

Um programa de vacinação bem-sucedido depende da cooperação de cada indivíduo para certificar o bem-estar de todos. A vacinação garante o controlo de doenças e em alguns casos, a erradicação de determinadas patologias, tendo impacto directo na redução  da taxa de mortalidade infantil. A Varíola, erradicada no mundo a mais de 30 anos, graças ao esforço de todas as nações, é o mais recente exemplo.

Saiba mais em: https://www.sns.gov.pt

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