Ser heterossexual virou lei?

Pensar que existe liberdade no que compete à orientação sexual é um erro. Um erro juntamente com os demais que tendem a ser questionados, manifestados e impostos. Mas continuam a ser um erro.

Iniciou-se à largos anos intitulando-se como uma doença. Aquela doença na mentalidade dos seres humanos que não tinha cura. A morte seria certa.

Todos os seres que assumissem ser gays ou lésbicas eram rapidamente aniquilados pois era (ou é?) algo contagioso e (re)viver uma peste seria impensável. É sobre esta questão que os media noticiam os acontecimentos na Rússia e em algumas das repúblicas que pertencem à federação, o caso da Chechénia – a serva leal.

As pessoas começaram a desaparecer das ruas. Centenas de homens que permaneciam numa faixa etária entre os 15 e 50 anos tornaram-se invisíveis evaporando sem razão aparente. Tudo isto um erro. Um erro que não pode ser descrito como algo pertencente a um passado longínquo, sendo ele atual. Tão atual que ocorreu no mês passado.

O Novaya Gazeta decidiu arriscar. Um órgão de comunicação russo – obviamente independente, mas que mesmo assim necessitou de exiliar os jornalistas – descobriu um campo de concentração em território checheno. A sua utilização destina-se ao encarceramento e tortura de cidadãos homossexuais que eram capturados. Alegadamente três homens morreram nesse território extremista. A razão aparente para o sucedido deve-se ao pedido que o grupo de direitos LGBT realizou para se manifestar na região do Cáucaso. Após o mesmo ter sido negado, exultaram as ocorrências anti-gays.

O 4 de abril ficou assinalado como a limpeza preventiva. O governo manteve (ou mantém?) 100 pessoas em “campos de férias” na sede militar da cidade de Argun.

Elena Milashina, descobriu 4 prisões e, devido a tal, foi obrigada a fugir (ou seria aniquilada pela peste). No caso de Dmitry Peskov, este não possuí qualquer informação desses campos (será que o governador da Rússia possuí?! ).
O porta-voz do líder checheno não reconhece, igualmente, a existência dos mesmos, uma vez que os cidadãos têm uma vida dedicada ao desporto e só possuem a orientação que leva à criação.
Segundo o mesmo é impossível deter pessoas que não existem (já que não quer reconhecer a realidade).
Afinal, se tal persistisse, os homicídios de honra serviriam para alguma coisa, isto é, as famílias tratariam do caso.

Ainda assim, há pessoas que fogem, não se afirmando, libertando ou vivendo. Há pessoas que procuram deslocar-se do seu país de origem por possuírem uma orientação sexual que não vai de encontro com a tradição chechena. Há quem não respeite a lei.

Ramzan Kadyrov prometeu “alegadamente” exterminar a população homossexual até ao final do presente mês já que há quem não respeite a lei.

A tradição é algo relevante, contudo, a liberdade é a máxima universal e, por isso há quem não respeite a lei.

 

 

 

 

 

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