#Desportoemsutiã com Melanie Santos

“Sou uma pessoa ambiciosa e por isso o desporto encaixa-se muito bem na

minha maneira de ser.”

Com 21 anos, Melanie Santos tem um percurso marcado pelo desporto desde os 11. Os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, são a principal meta da estudante de Marketing e Publicidade. A triatleta portuguesa com contrato por quatro anos com o Sport Lisboa e Benfica, abandonou o Alhandra Sport Club por saber que o “Benfica é um grande clube e será uma responsabilidade não o deixar ficar mal”. Ao #infomedia, numa conversa que durou alguns dias – perante os desencontros das agendas, tivemos de recorrer ao messenger – e num registo informal, a atleta confessou não acreditar na discriminação para com o sexo feminino no desporto, nos dias de hoje. Com o apoio da família e amigos mais próximos, confessa que a maior dificuldade que sempre sentiu no triatlo é a prova de ciclismo.

 

 

 

 

 

 

 

P: Como surgiu o teu interesse pelo Desporto?

R: Desde que me lembro que pratico desporto. Comecei logo desde muito pequena na natação de competição. Pratiquei, desde os 11 até aos 15 anos, natação de competição. Ia fazendo uns corta mato escolares e mais tarde resolvi abandonar a natação. O triatlo surgiu logo de seguida e foi encarado como um desafio que resolvi aceitar. Fui ficando até aos dias de hoje.  Depois fui ficando por cá até hoje. Como pratiquei sempre desporto, então acho que me habituei e tomei-lhe o gosto. Sou uma pessoa ambiciosa e por isso o desporto encaixa-se muito bem na minha maneira de ser.

 

P:Que relação tens hoje em dia com o ​​desporto​? ​(rotina de treinos e competições)  

R: Hoje em dia o desporto é o meu trabalho. Estou a estudar mas o meu dia é ocupado 90% a treinar. Treino de segunda a domingo e as competições costumam ser aos fins de semana. Todos os dias vou treinar das 9h às 14h; depois vou à faculdade até às 16h30 e depois treino novamente das 17h até às 20h. A seguir a isso, tenho 2 vezes por semana, massagem.

 

P: Achas que é o triatlo é um desporto fácil para uma mulher praticar, com aceitação social?

R: Acho que hoje em dia, qualquer desporto é aceite socialmente. No triatlo já não há qualquer diferença nas competições e na premiação. E também acho que nunca houve de forma significativa.

 

P: Então a tua família/amigos sempre aceitou bem o facto de praticares esse desporto?

R: Sim, aceitam. Há alturas que gostavam de estar mais tempo comigo mas compreendam perfeitamente o desporto.

 

P: Qual acreditas ser a maior dificuldade que tens no desporto? (não só quando entraste mas também hoje em dia)

R: A minha maior dificuldade foi sempre o ciclismo. Porque natação já fazia desde pequena e a corrida sempre “tive jeito”. No ciclismo sabia pedalar mas nunca num modo profissional.

 

P: E como sentes que está o panorama e a participação das mulheres no desporto, hoje em dia?

R: Hoje em dia já não existe nenhuma diferença entre as mulheres e os homens no desporto. Mesmo aqueles desportos mais masculinos, as mulheres já têm igualdade.

 

P: Quais os principais objetivos para os Jogos Olímpicos? Como se prepara um atleta para esta competição?

R: No triatlo, a qualificação para os Jogos Olímpicos é de dois anos. Ainda não tenho nenhum objetivo concreto para os jogos olímpicos. Esse objetivo irá aparecer mais no último ano de qualificação. Temos que treinar muito, entre 35 a 40h semanais, setedias por semana. E com um planeamento específico para o percurso da prova.

 

P: Que conselho/mensagem podes deixar a jovens atletas mulheres que queiram entrar no mundo do desporto, mais concretamente no triatlo?

R: Que experimentem e aproveitem. Somos iguais ou melhores que os homens e se gostamos realmente do desporto só temos é que experimentar.

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