Como é | Estoma?

Como é viver com estoma?

 

Fernando desde 2008 que detesta o Verão. Não pode banhar-se no mar nem nadar na piscina. Só pode frequentar a praia para apanhar sol, e no mar, sabe que só pode molhar os pés. Há oito anos que a vida deste homem mudou. O que mais o motivava a ir à praia era o mar, sentia-se como um “peixe dentro de água”, agora passa os verões apenas a caminhar pelos passadiços da praia e nem chega a deitar-se numa toalha a morenar. Vai à casa de banho cerca de 8 vezes por dia e não é para urinar. Não sai de casa sei a sua “melhor amiga”. Uma mala com um saco, uma placa, gases e o documento que comprova a sua incapacidade de 68%. É assim que se sente confortável a encarar qualquer saída. Gosta de “prevenir possíveis incidentes” que na sua situação estão bastante suscetíveis de acontecer.

Fernando Silva é doente ostomizado há oito anos e desde aquele dia da operação que teve de reaprender a viver.

“ Fui operado a 13 de Outubro de 2008 para retirar um tumor maligno no intestino. A 29 de Outubro de 2008 fui internado de urgência pois as fezes estavam a espalhar-se pelo corpo. Aí não tive alternativa, tiveram de fazer uma construção e abriram-me o abdómen para que a descarga de resíduos do meu corpo fosse realizada a partir do exterior.” Desabafa: “Só assim sobreviveria e continuo cá hoje.”

Disseram-lhe que no prazo máximo de três anos poderia reagendar nova cirurgia para reconstrução da ligação natural ao seu intestino, mas os médicos nunca lhe garantiram a altura certa.

“ Passou um, dois, três anos até hoje. Tinham receio de ser uma operação de risco e nunca me traçaram a altura certa para avançar. Agora já não posso. “ Entristecido, explica o porquê: “O meu intestino já está há oito anos automatizado para outra direção, reconstrui-lo agora para a sua ligação natural poderia ser fatal para mim.”

A rotina semanal de Fernando passa por todos os dias esvaziar o saco sete a oito vezes por dia, três dessas vezes durante a noite. Muda a placa que sustenta o saco e agarra à pele, quatro vezes por semana e coloca um saco novo todos os dias.

“ É um incómodo muito grande. O estoma faz sangue de tantas vezes descolar e colar placas, a minha pele está massacrada durante este tempo todo e eu ganho gretas, que ao retirar a placa dão imensas dores.” Desabafa.

Este homem visita uma enfermeira especialista em estomatologia, de dois em dois meses, no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira. Ela vê o estado do estoma e trata possíveis complicações. Explica como deve tratar diariamente do seu estoma e aconselha produtos para solucionar gretas e inflamações. Quando precisa de encomendar o material adequado para a doença, a médica de família tem sempre de lhe prescrever o material, e com a portaria devida os medicamentos e artigos necessários são 100% comparticipados pelo Estado.

“ Ligo para uma companhia que é especialista neste tipo de material, por telefone peço o que necessito e eles vêm buscar a casa a receita e entregam o que pedi. É uma mais-valia, já mau é estar nesta condição, quanto mais pagar por uma coisa que não tive escolha.”

Cada material é específico para atuar no seu estoma. Tem sprays que secam a pele para evitar inflamações, utiliza poses que regeneram possíveis gretas. E usa todos os dias caixas de 31 sacos, um para cada dia do mês. As placas que usa para colar á pele e ao saco, têm previamente de ser cortadas á medida do estoma. Silva não tem muito jeito e é a sua esposa o seu braço direito.

“ Se não fosse a minha esposa a tratar de mim não sei como estaria. Como sou gordo e tenho uma barriga bastante curvilínea, fico sem ver para puder tratar de mim próprio, e também o fato de ser desajeitado não abona a meu favor. Prossegue enumerando: “Ela é que me muda sempre a placa, que corta à minha medida e que faz a higienização do meu estoma. Apenas mudo de sacos que é por encaixe. Se não fosse ela para além de não saber fazer, tinha de pagar a alguém para tratar de mim. “

Consciente que tem de lidar com esta doença para a vida toda, questiona-se:

Agora estou inválido, não pode mais trabalhar, qual é o patrão que quer um funcionário a correr sempre para a casa de banho? Como posso acompanhar a minha família em grandes viagens nestas condições? É o meu curto e natural percurso do dia-a-dia e pouco mais. Não quero aborrecer os outros, e eu próprio fico nervoso e deixo de ser boa companhia”, assume.

Alguns episódios marcaram a vida deste homem. O saco já lhe rebentou quando ia para uma consulta para o Porto, no autocarro. Fica frustrado, porque: “As pessoas não entendem, mas depois explico e pedem-me desculpa.”

 

O que é uma ostomia?

Uma ostomia é uma abertura criada no abdómen através da superfície da pele para a descarga de resíduos do corpo. Substitui o sistema usual de eliminação. É criado durante a cirurgia para manter a função normal do corpo sem reto, cólon canceroso ou bexiga urinária. A abertura é chamada de estoma – a partir da palavra grega que significa boca – e os resíduos do corpo passam a ser libertados num saco especial, muitas vezes chamado de um aparelho.

O que é Colostomia?

A colostomia é um tipo de ostoma intestinal que faz a comunicação do cólon com o exterior. As colostomias podem ser permanentes ou temporárias.´

O que é Ileostomia?

A ileostomia é um tipo se ostoma intestinal que faz a comunicação do intestino delgado, com o exterior. As ileostomias podem ser também permanentes ou temporárias, obedecendo ao mesmo critério que as colostomias. As ileostomias localizam-se sempre no lado inferior direito do abdômen.

O que é Urostomia?

Denomina-se urostomia ou desvio urinário a intervenção cirúrgica que consiste em desviar o curso normal da urina. A semelhança das ostomias intestinais, podem ser permanentes ou temporárias.

 

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