Contraceptivos: Qual é o mais adequado?

Portugal é o segundo país no mundo com maior cobertura contracetiva. Dados da Associação para o Planeamento da Família (APF) apresentam que 87% das mulheres sexualmente activas usam contraceptivos. Os métodos contraceptivos são distribuídos gratuitamente nos hospitais públicos e centros de saúde. Além disso, todos têm direito a consultas e serviços de planeamento familiar, independentemente do sexo, idade ou condição económica.

Os métodos contraceptivos são tudo aquilo que auxiliam a reduzir a possibilidade de engravidar após uma relação sexual, porém, sua eficácia depende não só das suas características como, também, da forma e regularidade com que o usa. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), 65% das mulheres utilizam a pílula, 14% preservativos, 7% o dispositivo intra-uterino e as restantes fizeram laqueação das trompas.

Os métodos contraceptivos hormonais são:
A pílula que além de prevenir uma gravidez indesejada, regula a menstruação, reduz as dores menstruais e a TPM (tensão pré-menstrual) e previne determinadas doenças, como o cancro dos ovários ou do endométrio. É um método eficaz, mas exige muita disciplina e cuidados: a pílula deve ser tomada diariamente, à mesma hora, para que não aconteça uma gravidez inesperada; não protege contra doenças sexualmente transmissíveis e podem ocorrer complicações cardiovasculares se fumar.

Os anticoncepcionais injetáveis têm as mesmas vantagens e desvantagens da pílula, porém, são mais práticos. Dependendo da marca, podem ser injetados a cada trinta ou noventa dias não obrigando a um controlo diário. Podem ser aplicados de forma intramuscular ou subcutânea, sendo o procedimento sempre feito por um médico ou enfermeiro.
É possível que exista irregularidade no ciclo menstrual com a administração do mesmo, pode também provocar alguns atrasos no retorno da fertilidade, porém não tem efeitos colaterais do estrogênio.

O implante subcutâneo é um tubo muito fino, que é inserido por via subcutânea, no antebraço da mulher. É um dos métodos contraceptivos mais seguros e eficazes, pode ser usado em qualquer idade e não tem igualmente efeitos secundários do estrogénio. Pode provocar alguma irregularidade no ciclo menstrual, mas o retorno da fertilidade é mais rápido. A inserção e remoção só podem ser executadas por um profissional de saúde.

O adesivo transdérmico deve ser colado na pele (braço, barriga, costas ou nádegas) e substituído a cada sete dias. Passadas três semanas é necessário fazer uma pausa, durante uma semana, para menstruar. Mais simples do que a pílula já que não implica uma toma diária, pode ser molhado, mas requer algum controlo porque também pode ser esquecido.

O anel vaginal, feito de silicone é flexível, e pode ser colocado na vagina pela própria mulher, não incomoda mesmo durante o acto sexual. Este anticoncepcional deve permanecer no organismo durante três semanas, é feita uma pausa de uma semana após a qual é necessário colocar um novo anel.
Outros métodos contraceptivos:

O preservativo é a única opção que, ao mesmo tempo, previne a gravidez e protege contra infeções e doenças sexualmente transmissíveis. Sem contra-indicações ou efeitos colaterais, o preservativo é eficaz, barato, não precisa de prescrição médica nem de grandes cuidados uma vez que é apenas usado durante a relação sexual.

O Dispositivo Intra-Uterino – DIU é um dispositivo em forma de T, inserido no útero por um ginecologista, cuja eficácia apenas depende da forma como é colocado. Existem dois tipos de DIU, o de cobre, que podem permanecer no útero até cinco anos, e os DIU revestidos de progesterona que não precisam de ser substituídos durante sete a dez anos, não precisando assim de se preocupar diariamente com algum método contraceptivo. O DIU não é aconselhável a mulheres com elevado risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e pode tornar o fluxo menstrual mais abundante e prolongado.

Tanto a vasectomia, para os homens, como a laqueação das trompas, para as mulheres, são métodos contraceptivos definitivos, por isso, apenas indicados para aqueles que não pretendem ter mais filhos. Ambos não têm efeitos sobre o desejo e desempenho sexual nem qualquer outra consequência. Este procedimento apenas exige anestesia local.

O espermicida existe em várias versões: creme, espuma, gel ou supositórios, deve ser aplicado entre 10 a 30 minutos antes da relação sexual e não deve ser retirado durante, pelo menos, 6 a 8 horas. O espermicida cria uma barreira química que impede que os espermatozoides cheguem ao útero, porém, se usado sem outro método contraceptivo, a sua eficácia é muito reduzida. Acaba por ser um método pouco prático uma vez que limita a espontaneidade. Além disso, pode causar alguma irritação vaginal.
Especialistas na área aconselham a ser usado como último recurso e não como regra.

Para além destes, existe também o diafragma, a esponja vaginal e o preservativo feminino que ainda não estão disponíveis no Sistema Nacional de Saúde (SNS) em Portugal.

Para maiores informações sobre métodos contraceptivos disponíveis no Sistema Nacional de Saúde, consulte o documento da Direcção Geral de Saúde.

Fontes: SNS, APF e INE.

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