A vida de Kennedy

O mais jovem presidente eleito dos Estados Unidos faria cem anos no dia 29 de Maio

 

JFK, como era conhecido, governará uma média de mais de mil dias até ao dia da sua morte. Tinha 46 anos quando foi assassinado, era rico, era bem-parecido, tinha uma mulher bonita e uma família com dois filhos pequenos, era um heróis de guerra, condecorado com uma Purple Heart, ou porque ganhara o prémio Pullitzer com o seu livro Retratos de Coragem, sobretudo durante a crise dos mísseis de Cuba, a verdade é que Kennedy continua a surgir na lista dos melhores presidentes dos EUA.

 

A época em que JFK cresceu não é esquecida, com a reprodução das montras de lojas típicas da América dos anos 30, 40 e 50 do século XX, como a Lee’s Variety, que vendiam desde as meias de nylon às pastas de dentes. Está exposto ainda um disco de Chubby Checker, Twistin USA, que marcou 1960.

A 22 de novembro de 1963 os tiros disparados por Lee Harvey Oswald que atingiram a limusine onde seguia John F. Kennedy e a mulher, Jackie deixaram a América e o mundo em choque. Horas depois confirmava-se o pior: o presidente estava morto. A primeira dama, ainda com o tailleur rosa ensanguentado entrava no Air Force One onde o vice-presidente Lyndon Johnson punha a mão sobre a Bíblia e jurava como 36.º presidente dos Estados Unidos.

A tragédia pessoal, o mito que se gerou em torno de Kennedy, não era desconhecido. O irmão Joe, em que o pai depositava todas as esperanças para chegar à presidência, morreu na II Guerra Mundial. John F. Kennedy foi assassinado antes do fim do primeiro mandato. O mesmo aconteceu ao irmão, Robert, durante a campanha para as presidenciais de 1968. O próprio filho de Kennedy, John Jr (ou John John) morreu em 1999, com 38 anos, quando pilotava um pequeno avião privado a caminho de Martha’s Vineyard.

Pode-se dizer que a família Kennedy esteve ao longo dos anos sempre amaldiçoada, para alguns superstições, para outros coincidências.

 

Fábio Sernadas

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