Guns N’Roses agitaram Algés

Os Guns N’ Roses regressaram, 25 anos depois. a Portugal. Para muitos a oportunidade de uma vida não podia passar em branco. E a banda rock não desiludiu, garantem os fãs.

A banda constituída por Axl Rose, Slash e Duff McKagan regressou a Portugal para pôr os fãs de rock a vibrar e a cantar hits como Sweet Child of Mine, November Rain e Paradise City até a garganta e as pernas não aguentarem mais. Quando a notícia saiu, a surpresa e a alegria invadiram o país. A banda regressava aos palcos numa tour “Not In This Lifetime” que, para deleite de muitos portugueses, incluía a passagem por Portugal. O concerto rapidamente ficou marcado, ansiado e esgotado: dia 2 de junho todos os caminhos davam a Algés. Para alguns era a oportunidade de rever a banda, para outros a possibilidade de ver pela primeira vez ao vivo, em carne e osso, o mítico grupo de rock norte-americano.

Rui Fernandes, um jovem de 22 anos, não hesitou em comprar bilhete porque “era obrigatório marcar presença, sendo eu fã deles e de rock” e acrescenta “não é todos os dias que temos uma banda histórica no nosso país, é uma oportunidade de ver e ouvir um dos melhores vocalistas e dois dos melhores guitarristas do mundo”.

“Uma tarde calorenta de junho em Algés, milhares de pessoas à minha volta” e Rui “só queria que chegasse a hora do concerto”. Às 16h abriram as portas e o ambiente parecia de um festival. Comida e bebida não faltava, com direito também a barracas de merchandising que no fim da noite se encontravam praticamente vazias. Pelas 19h a primeira banda a subir ao palco: Tyler Bryant & The Shakedown. O grupo não é desconhecido dos portugueses, uma vez que abriu concerto para os AC/DC, em maio de 2016. A seguir, foi a vez de Mark Lanegan quando pouco faltava para as 20h. Na perspetiva de Rui, “a abrir uma banda que agitou, depois uma banda que adormeceu a plateia”.

E foi então, que se ouviram alguns tiros e o genérico de Looney Tunes, que muitos saberão ser a intro dos Guns n’Roses na subida ao palco. “Finalmente, surgem Axl, Slash, Duff e companhia para estourarem com o recinto”, afirma Rui Fernandes. “Os Guns n’Roses estão bem vivos: Axl correu, cantou, gesticulou, falou (algo que não é muito natural nele); Slash tocou com as mãos à frente, atrás, de lado, a correr, de todas as formas; e Duff imanou aquele espírito de rockstar que não está ao alcance de todos”. O público vibrava e “os momentos altos foram, sem dúvida, quando cantaram Sweet Child of Mine e Welcome to the Jungle”. O concerto teve, ainda, direito a uma homenagem a Chris Cornell (ex-vocalista dos Soundgarden que se suicidou no dia 18 de maio) e a uma música dos AC/DC que resultaram “num dos melhores concertos da minha vida”, desabafa o fã de rock.

Três horas depois, o concerto terminou com fogo de artifício e uma chuva de confetti. O público pediu mais, mas a banda voltou apenas para uma vénia debaixo de muitos aplausos e gritos. Rui acredita que “aquele reencontro foi algo histórico”. Ficam as memórias e fotografias para sempre recordar.

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