#5 Respostas…numa só Manchete

“Representar o Sport Lisboa e Benfica é um orgulho”

 

Ivo Casas a realizar uma manchete.
Fotografia: record.pt

Natural de Matosinhos, no Porto, nasceu em 1992. Começou a jogar Voleibol no Leixões Sport Clube, mas foi no Sport Lisboa e Benfica que se destacou. Falamos de Ivo Casas, camisola 7 e líbero da equipa encarnada. Aos 24 anos, o internacional português é chave fundamental no plantel do Campeão Nacional. No palmarés conta já com dois Campeonatos Nacionais, três Taças de Portugal (uma pelo Sport Clube Castêlo da Maia e duas pelo Benfica) e duas Supertaças de Portugal.

“Serginho, ex-líbero da Seleção Brasileira, é o meu ídolo e, provavelmente, o melhor de sempre na posição”

Ivo Casas Internacional pela Seleção Portuguesa

Fez a formação no Leixões, chegando a sénior com apenas 16 anos. Mudou-se para o Castêlo da Maia na época 2011/2012. Tendo sido fundamental para a excelente temporada da equipa maiata – que conquistou a Taça de Portugal e um honroso terceiro lugar em 2013/2014 – acabou por despertar o interesse do Sport Lisboa e Benfica e mudou-se para Lisboa. “Representar o Benfica é um orgulho. Um clube enorme, onde não faltam condições e sempre com muitos adeptos a apoiar”, refere Ivo, defendendo ainda que “o melhor que podemos fazer é dar vitórias e alegrias à massa associativa”.

 

Infomedia – O que te levou a escolher o Voleibol?

Ivo Casas – Começou com uma professora de Educação Física, no 2º ano, que era Treinadora de Voleibol no Leixões. Perguntou aos alunos quem queria experimentar e eu fui. Desde então, não larguei mais! A minha irmã também já jogava e isso motivou-me a continuar na modalidade.

Info. – Quais os objetivos para o futuro da tua carreira?

I.C. – Para já, passa por continuar a evoluir e manter-me no Sport Lisboa e Benfica, até porque tenho um curso para acabar. Desse modo, consigo ir conciliando as duas coisas, sendo que a prioridade nesta fase é o Voleibol. Em termos de objetivos, é continuar a ganhar todas as competições que o Benfica disputar.

Num futuro mais afastado, até porque tenho contrato por mais quatro anos, gostava de experimentar jogar fora do país, pois acho que a realidade da modalidade é muito diferente da de Portugal. Gostava de ter essa experiência até para ver se me enquadro nos padrões exigidos por campeonatos mais competitivos!

Info. – Como jogador, há alguma equipa que tenhas o sonho de representar?

I.C. – Quando era mais novo, tinha o sonho de jogar pelo Benfica, por ser o maior clube da modalidade. Já consegui concretizar um dos meus sonhos.

Gostava, também, de jogar numa equipa A1 italiana (primeiro escalão do campeonato de Itália). Acho que é o melhor campeonato que existe e ficava contente se jogasse em qualquer equipa lá.

Info. – Qual a sensação de ser Campeão Nacional?

I.C. – É um sonho para quem anda nestas andanças, e joga a um nível alto, tornar-se Campeão Nacional! Por isso, é o concretizar desse sonho, desse objetivo. Senti que conseguimos dar aos adeptos e a nós próprios o desfecho pelo qual trabalhamos tão arduamente durante toda a época. Este ano soube ainda melhor por se tratar da reconquista de um título perdido na época passada.

Info. – E após o Voleibol?

I.C. – Infelizmente, a realidade do Voleibol não é a mesma que a do Futebol em Portugal, por isso, não dá para tirar uma reforma para o resto da vida. Assim sendo, estou a tirar um curso de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores – na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – porque era a área que eu gostava e onde me imaginava a trabalhar caso não conseguisse viver do Voleibol. Por isso, será nessa área que trabalharei, espero eu, um dia que me retire dos pavilhões!

 

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