Sobrevivência pela arte: Artista de rua

No movimento do centro da cidade do Porto, os vultos dos corpos são acompanhados por um som cativante e curioso. O #infomedia, procurou conhecer o artista que criava sorrisos acompanhado do seu banjo.

 

” A minha tendência é viver. “

No decorrer da sua vida profissional, a música não estava de todo relacionada. Confessa que há 6 anos sentiu uma necessidade de ocupar o tempo e, de uma forma autodidacta, começou a tocar. ” As pessoas ficam curiosas (…)”, visto que ” não é habitual tocar o banjo (…)”

 

” O motivo fundamental é tocar para as pessoas (…) “

 

A música é uma fonte de entretenimento e satisfação para contrariar o sentido de abandono que a reforma pode significar. Há 3 anos que decidiu tocar na rua e, até aos dias de hoje, não se arrepende e confessa que não vê um fim próximo à sua presença quando toca na rua.

 

” Enquanto tiver dedos (…) planeio tocar na rua”

 

Contudo, acentua que houve uma fase em que a razão principal era o rendimento que iria conseguir das actuações; Sentiu os abalos das políticas de cortes de gastos do Estado português e confessa que ” há dois anos para trás (…) vim para a rua mesmo para ganhar dinheiro”, salientando que esteve quase a desfalecer economicamente.

 

” Há dois anos atrás (…) estive quase a vir para rua, quase para debaixo da ponte”

 

Questionado pela colaboração do público, demonstra-se mais pausado e calculoso. Considera que nem sempre as pessoas na rua nos ensinam algo e que ” o poder promove o esquecimento “. Contudo, afirma ainda que repara num renovado entusiasmo “na psicologia das pessoas”.

Ainda assim, o artista sente que:

 

“O nosso povo está adormecido em relação à cultura (…)”

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