Pílula do dia seguinte e os seus cuidados

A Pílula do Dia de Seguinte (PDS) é considerada um método contracetivo de emergência. No entanto, é de ressalvar que não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis, nem evita uma gravidez. Para estas situações, as mulheres devem recorrer a outros métodos de contraceção, nomeadamente preservativo. Segundo Mary Gonçalves, uma jovem enfermeira, de 26 anos e natural da Madeira, a pílula do dia seguinte “só deve ser tomada em caso de suspeita de gravidez”. Desta forma evita-se que haja uma “gravidez indesejada”.

O que é a Pílula do Dia Seguinte (PDS)?

É um medicamento que contém uma elevada concentração hormonal e que pode tornar-se “agressiva”, por causa dos efeitos que faz no corpo da mulher, nomeadamente “perda de sangue”. A PDS tem muitos requisitos e as pessoas devem ter o máximo de atenção e cuidado e só tomar em “último recurso”. No entanto, deve ter sempre recomendações de um especialista, nomeadamente, um “médico ou ginecologista”. É de salientar que este não é um “método de aborto” e que a medicação não é 100% eficaz.

Quem pode usar esta medicação?

Esta medicação não precisa de receita médica, por isso está ao alcance de qualquer mulher. Daí advém um dos grandes problemas, que é o facto de “qualquer adolescente” conseguir “comprar e tomar”, sem saber os efeitos e os “riscos que está a correr”. Mary Gonçalves afirma que muitas “adolescentes tomam a PDS sem pensar e sem pedir a opinião, e muitas vezes acabam nas urgências com grandes hemorragias”. Mas tendo o conhecimento das vantagens e desvantagens, “qualquer mulher pode tomar, desde que não esteja num estado de gestação avançada”.

Quando se deve tomar a PDS?

Uma mulher “deve tomar a pílula do dia seguinte o mais rápido possível”, a seguir ao ato sexual, para que o efeito da medicação seja mais eficiente e para que a probabilidade de gravidez seja reduzida. Desta forma, a mulher deve tomar a PDS antes de completar 72 horas após a relação sexual.

Como é que funciona?

A pílula do dia seguinte não tem uma forma exata de funcionar. Tudo depende do organismo e da fase do ciclo menstrual em que a mulher se encontra. Assim, a medicação pode servir para:

  • Impedir a implantação do óvulo fecundado na parede do útero;
  • Atrasar ou impedir a ovulação;
  • Aumentar a viscosidade do muco vaginal, para assim dificultar a chegada do espermatozoide ao óvulo.

Quais as recomendações?

A pílula do dia seguinte deve ser “utilizada o menor número de vezes”. Quanto menos usar, mais efeito vai fazer. Por isso, o aconselhado é “não tomar mais de uma vez por mês”, “nem mais de três vezes por ano”. Outras das recomendações é “não tomar esta medicação durante o tempo de gestação”. Quando estes valores e regras são desrespeitadas, a saúde da mulher fica alterada e pode originar “cancro ou problemas numa futura gravidez”.

Que sintomas podem aparecer depois de utilizar a pílula do dia seguinte?

A mulher pode ou não ter reações quando toma a PDS. Tudo depende de quando e como a usa e do seu organismo. No entanto,  nos sintomas mais frequentes são:

  • dores de cabeça
  • náuseas
  • cansaço
  • dores no peito
  • sangramento
  • diarreia
  • irregularidades do ciclo menstrual

O que fazer depois de tomar a PDS?

Embora a mulher utilize a pílula do dia seguinte, esta deve continuar a usar o seu método contracetivo normal, seja a pílula contracetiva, preservativo feminino ou masculino, adesivos ou anéis vaginais. Só assim conseguirá impedir e evitar a gravidez e proteger-se e prevenir-se das doenças sexualmente transmissíveis.

 

Para mais informações:

  • Marque uma consulta ou entre em contacto com o seu ginecologista ou médico de família
  • Consulte os seguintes sites:
  1. http://www.apf.pt/metodos-contracetivos/contracecao-de-emergencia
  2. http://www.saudereprodutiva.dgs.pt
  3. https://www.121doc.com/pt/pilula-dia-seguinte
  4. https://www.euroclinix.net/pt/contracepcao-de-emergencia/pilula-dia-seguinte

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