NASA procura astronautas com DNA cósmico

A National Aeronautics and Space Administration (NASA) pretende modificar o código genético dos astronautas que integrarão a equipa que partirá em missão para Marte na década de 2030.

Life on Mars?David Bowie questionou em 1971, no seu álbum Hunky Dory. Atualmente, pensa-se não só na indeterminada existência de vida no planeta vermelho, como também a possibilidade de modificar a genética humana.

A NASA está a desafiar os campos científico e ético com a procura de soluções que permitam aos astronautas se tornarem mais resistentes às radiações espaciais. A mais controversa é: alterar o Ácido Desoxirribonucléico (DNA) dos elementos da equipa.

Durante a cimeira Codex realizada em Londres, Dr. Douglas Terrier, Diretor Tecnológico da NASA, afirmou que graças aos estudos que têm vindo a realizar-se durante as viagens espaciais, a administração de medicamentos ou, em último recurso, a alteração epigenética e a manipulação do DNA poderão ser uma mais valia para a tolerância das radiações espaciais por parte dos astronautas. No entanto, estes dois últimos planos ainda se encontram de sobreaviso, visto que são um grande salto para o debate ético e um limite na área científica.

De acordo com a NASA, este interesse em modificar o DNA dos astronautas deve-se à exposição a uma radiação cósmica que é dez vezes superior à terrestre, visto que a Terra é coberta por um campo magnético que visa a proteção contra partículas com carga energética elevada que existem no espaço. Este escudo protetor é inexistente fora da Terra, o que submete as equipas espaciais a grandes quantidades de radiação durante as missões e, portanto, poderá vulnerabilizá-las a doenças cancerígenas ou demência.

Para além destas técnicas, que serão criticamente examinadas pela comunidade científica, a NASA pretende recorrer à inteligência artificial para fins cirúrgicos e diagnóstico de patologias durante a missão a Marte.

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