“O Prémio Nobel vai para…”

Os Prémios Nobel reconhecem anualmente os maiores avanços culturais e científicos a nível mundial, tendo sempre em consideração os benefícios que estes poderão oferecer à sociedade.

Alfred Nobel criou a premiação internacional em 1895, tendo feito com que esta ainda hoje se afirme como o Prémio com mais prestigio em áreas como a Literatura, Medicina, Física, Química e Paz. Alguns dos premiados serão sempre um marco nas suas áreas, mas fica a questão: quem foram os vencedores da edição deste ano?

Na área da Física, os grandes premiados foram Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish que em conjunto conseguiram registar ondas gravitacionais, previstas por Albert Einstein, contribuindo assim para a deteção destas ondas por parte do LIGO, o maior observatório de ondas gravitacionais do mundo.
Já no campo da Química, os grandes vencedores foram Joachim Frank, Jacques Dubochet e Richard Henderson que desenvolveram a crio-microscopia eletrónica, a partir da qual é possível observar detalhadamente as estruturas de biomoléculas.

Kazuo Ishiguro foi o grande vencedor na categoria da Literatura. De acordo com a Real Academia Sueca, o autor através dos seus “(…) romances de grande força emocional, revelou o abismo que está por de trás da nossa ilusória sensação de ligação com o mundo (…)”, tendo oferecido ao mundo oito obras, como por exemplo a premiada ‘Os Despojos do Dia’.

No âmbito da Paz, o prémio foi atribuído à Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares, cujo objetivo, de acordo com Beatrice Fihn, é conseguir alcançar um mundo mais pacífico que resolve as suas dificuldades e conflitos através da palavra e não da violência, apelando que todos os países “proíbam agora” as armas nucleares.

As Ciências Económicas têm agora um novo marco no seu percurso: o Nobel da Economia atribuído ao norte-americano Richard H. Thaler que desenvolveu um trabalho único na área da Psicologia da Economia. De acordo com Tharer, o economista é o pioneiro da economia comportamental, uma vez que em determinadas situações nem pessoas nem empresas conseguem tomar decisões racionais e esse é o papel do economista: conseguir ser imparcial na tomada de decisões dentro da sua área.

No lado da medicina, o Nobel foi conquistado por três norte-americanos: Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young que investigaram o ‘Relógio Biológico’, ou seja, defendem que a sincronização do ritmo cardíaco está profundamente ligada à evolução do planeta Terra.

Os Prémios Nobel continuam a marcar o desenvolvimento das áreas que ao longo dos tempos se revelam fundamentais para a construção de um mundo melhor e mais sustentável. Se por um lado, e em algumas edições, esta premiação é marcada pela controvérsia, a edição deste ano ficou totalmente marcada pelo avanço tecnológico que está neste momento a ser oferecida à sociedade.

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