MDM – M de Mulher, M de Mudança.

“Progressistas, democratas, antifascistas, revolucionárias”,  é assim que se definem as mulheres apoiantes do Movimento Democrático de Mulheres (MDM). O MDM, segundo o membro Dr.ª Dulce Rebelo, é um “movimento que surgiu tendo como objetivo a reivindicação de melhores salários, melhores condições de vida e de igualdade de direitos”. Instaura-se no contexto das eleições de 1968, ligado à oposição do Regime Salazarista e até aos dias de hoje continua a impactuar a comunidade com as suas ideologias feministas.

Este movimento teve um peso considerável no total da força exercida em prol dos direitos das mulheres em Portugal. Se hoje o sexo feminino se sente mais afirmado no panorama social, muito deve ao MDM. Contudo, este último acredita que a sociedade ainda tem muitas arestas a limar, ” continuámos a ter falta de vontade política para a aplicação de leis que protejam a mulher, e verificamos que, apesar da situação jurídica estar garantida na lei fundamental do país, continua a haver necessidade de movimentos de defesa da mulher”

Problemas ou mesmo “discriminações mais subtis, mais disfarçadas”, são ainda visíveis no quotidiano português – “ Há discriminação salarial e há a falta de ascensão de mulheres a cargos na política, educação e até mesmo ao ní­vel do desporto, com prémios sempre mais baixos para o escalão feminino. Temos a consciência de que existem mentalidades e contradições  culturais muito difíceis de modificar”.

Questões como a empregabilidade, prevalecem como alvo de preocupações por parte do MDM, que têm como objetivo “Empreender Novos Caminhos para a Igualdade”. Afirmam ainda que a mulher ” ao entrar para uma empresa são-lhe colocadas questões como: se tem namorado, se tenciona casar, se está¡ grávida, se pensa ter filhos, tudo isso é uma série de empecilhos, e significa que se ela estiver grávida, pode ser despedida”

Atualmente, segundo Dulce Rebelo, muitas destas questões inerentes à  desigualdade da mulher encontram-se adormecidas ou mascaradas – ” muitas jovens pensam que hoje em dia, como existe liberdade, pode falar-se e está tudo resolvido, mas depois quando entram no mercado de trabalho ou no casamento é que veem surgir os problemas”. Tendo isto em conta, o MDM não deixou de parte o seu cariz ativista, continuando a apostar em diversas ações, iniciativas e tomadas de posição perante múltiplos assuntos, sempre com um único objetivo: garantir uma sociedade igualitária.

Este movimento democrático assume sempre uma posição aguerrida para com os diversos casos de interesse feminista: desde a legalização e o cumprimento da lei do aborto (2007) – que segundo a ótica do MDM ” É urgente para que se efetivem os direitos das mulheres”. À possibilidade de legalização da prostituição, que consideram um “enorme recuo” nos direitos e estatuto social da mulher. Assuntos mais atuais como o Tráfico de Seres Humanos, que no passado dia 18 de outubro – “ Dia Europeu Contra o Tráfico de Seres Humanos”, não passam despercebidos. Involucro desta grande violação aos direitos humanos, 75% das vitimas são mulheres e 15% são crianças. O rumo dos indivíduos traficados é incerto, mas em 67% do casos acabam a ser explorados sexualmente e 21% explorados para fins laborais.

No site da MDM encontram-se disponibilizados artigos e documentos informativos, bem como um arquivo digital com inúmeras peças que documentam as suas intervenções sociais. Além disso predispõem de uma área onde elaboram os seus projetos e as suas iniciativas.

 

 

 

 

 

 

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