100º ano da Revolução Russa: a resistência do comunismo no mundo

A Rússia tem uma longa história para contar. Desde czar a Lenine. Que história é essa? Que países encontramos hoje com histórias semelhantes? No rescaldo do dia 7 de novembro, data a que a Rússia comemora os 100 anos da sua revolução, o #Infomedia informa sobre o que motivou a revolução, quais as consequências e quais as semelhanças que encontramos hoje.

Desde 1547 que a Rússia vivia num regime absolutista e czar era o título mais alto, o mais ambicionado, aquele que apenas o imperador poderia possuir. Nicolau II, que governara desde 1894, foi o último.

Como qualquer monarquia da época, apesar de se ter tornado Constitucional, o alto chefe da nação concentrava em si a maioria do poder. Vivia-se num clima de opressão da oposição e da falta de liberdade que, consequentemente, se manifestava na pobreza do meio rural. Os ligeiros avanços da indústria não foram suficientes para satisfazer a população. Se não havia espaço para discussão, o avanço não seria possível. Contudo, acabara de se instalar a Grande Guerra; a instabilidade gerada pela luta entre a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança aniquilaram militarmente e economicamente a Rússia. Era a grande oportunidade dos bolcheviques fomentarem uma revolução proletária de modo a atingir o colapso do capitalismo e, consequentemente, substituí-lo pelo comunismo.

No dia 7 de novembro de 1917, é cumprida a Revolução Russa

Czar II foi forçado a abdicar o poder e, posteriormente, foi assassinado junto à sua família, de forma a garantir que que o regresso da monarquia seria uma impossibilidade.

“Paz, Terra e Pão” e “todo o poder aos sovietes”

Eram os lemas dominantes do novo governo socialista liderado por Lenin, posteriormente, por Stalin e pelos seus sucessores. A melhor maneira de manter estes lemas, aos quais a maioria da população aderiu, era criar um único partido – o Partido Comunista. O argumento de defesa da imposição unipartidária baseava-se na introdução de um sistema multipartidário que iria acarretar uma divisão nacional e isso seria impróprio para o desenvolvimento económico e político. Sorrateiramente, a Rússia retrocedia ao totalitarismo.

1989 – Um ano de mudanças ideológicas?

A construção do Muro de Berlim vincava o individualismo do comunismo que se pretendia distanciar do capitalismo. Apenas uma revolta popular contra o regime poderia destruí-lo (o que acabou por acontecer). Acabara a era comunista na Europa Ocidental. Ontem, comemorou-se os 28 anos da queda; a emoção do 9 de novembro de 1989 eternizou-se.

(Queda do Muro de Berlim – Comunidade Cultura e Arte)

Existem hoje regimes comunistas?

A resposta é: sim! Cuba, Vietname, China e Coreia do Norte são exemplos disso.
O mais recente foi implementado há 42 anos, quando em Portugal se dava passos gigantes rumo à liberdade. Sendo que o último exemplo, é o mais flagrante.

A nação norte-coreana afirma ser como uma República Popular Democrática e por isso, em teoria, deveria ser um país onde vigora a separação de poderes. Contudo, o Líder Supremo assume um cargo hereditário e não eleitoral, como seria expectável. São assumidos contornos totalitários que não reconhecem os limites do poder do Líder e são os unipartidários que permitem a existência de um único partido político. São conhecidos como o Partido dos Trabalhadores da Coreia e, para além de controlarem a mediação nacional, regulam as atividades económicas e sociais por parte do Estado e regulam também a distribuição dos bens. A doutrina tende a ser associada à procura do bem comum, à igualdade social e ao intervencionismo estatal que defende a igualdade social. Não existe propriedade privada e, aos olhos do estado e do povo, todos são economicamente iguais. Isto é comunismo.

Na Europa, os partidos comunistas implementam a sua força. Na Grécia, no Chipre, na República Checa e em Portugal, o número de votos aumentou nas legislativas de 2015.
O porquê é ainda uma questão sem resposta. Resta a certeza de que é necessário continuar a informar e a recordar a história do mundo.

Deixa um comentário