Campeonato do Mundo – Rússia 2018: Agora é a doer

A Rússia é a anfitriã do 21º Mundial de futebol, organizado pela FIFA, que vai contar com a presença de algumas das melhores seleções do mundo. Com Ronaldo, Messi e Neymar, mas sem Buffon, Robben, ou Bale. A fase de qualificação durou mais de 2 anos.
As aspirações e desilusões da competição do ano que vem:

Na passada quinta-feira terminou a fase de apuramento do Campeonato do Mundo que se vai realizar no próximo ano na Rússia. O jogo entre o Perú e a Nova-Zelândia, que terminou com a vitória e apuramento da seleção Sul-Americana por 2-0, foi a última partida da qualificação. Segue-se agora os derradeiros testes de preparação para o Mundial, que tem inicio no dia 14 de Junho de 2018.
São 32 seleções: 14 europeias, 5 da CONMEBOL (América do Sul), 5 provenientes da conferência africana, 3 da CONCACAF (América do Norte e Central) e 5 seleções da conferência asiática. Desde os velhos conhecidos aos grandes ausentes, o #infomedia fez um resumo da campanha de apuramentos e o que esperar da competição.

Os favoritos crónicos

O Brasil parte sempre na pole position como a favorita a vencer a competição. A seleção canarinha tem estado aquém das expectativas nas últimas participações, apesar dos plantéis recheados de talento que tem tido. A última prestação, jogada em casa, deixou a nação com muita mágoa. Cabe agora a Neymar e companhia (e ao timoneiro Tite) conseguir devolver a hegemonia do futebol mundial ao Brasil, a única nação que conseguiu o “Penta”.
A perseguição ao feito brasileiro está a cargo da Alemanha, atual campeã do mundo. Tem a difícil tarefa de revalidar a o título conquistado em 2014. Thomas Müller, Toni Kroos e Manuel Neuer são algumas da armas que o seleccionador Joachim Löw tem a seu dispor. A conquista este ano da Taça das Confederações veio moralizar os alemães e proporcionou que alguns talentos emergissem, como o caso do avançado Timo Werner, ou o médio Leon Goretzka.

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo são os principais culpados pelo fato de que Argentina e Portugal sejam candidatos à vitória. A seleção Albiceleste está sob o comando do arrojado Jorge Sampaoli. O técnico argentino revolucionou a forma de jogar da Argentina e trouxe a alegria de volta a Leo Messi, que chegou a renunciar à seleção após a derrota na Copa América no ano passado. “Kün” Agüero e Paulo Dybala são outros dos astros que almejam a conquista.
Já Portugal conta com o estatuto de campeão europeu a seu favor. Cristiano Ronaldo pode estar perante a sua última participação num Mundial e terá, certamente, a vontade de conseguir vencer a última grande prova que falta no seu currículo. Para isso irá contar com a ajuda da experiência dos mais veteranos, como Pepe e Quaresma, mas também da irreverência da juventude, como Bernardo Silva ou André Silva. O seleccionador é Fernando Santos; a sua fé, experiência e pragmatismo irão ser novamente importantes para que outra vitória a nível de seleções se concretize.

A Espanha e a França são os restantes favoritos à vitória no Campeonato do Mundo. “La Roja” vai querer repetir o feito de 2010 na África do Sul e (apesar de já não contar com elementos como Xavi, Xabi Alonso ou Puyol) com a entrada de Julen Lopetegui, a seleção espanhola ganhou um brio diferente e os bons resultados voltaram a surgir. O talento do duo do Real Madrid, Isco e Marco Asensio, e a dupla Blaugrana experiente de Piqué e Iniesta, serão peças fulcrais para o sucesso espanhol.
A França está com o orgulho ferido após a derrota caseira na final do Euro 2016 e vão atacar na máxima força a conquista da prova, tal como aconteceu em 1998. Para isso, os “Les Blues” dependem do seu plantel virtuoso que atuam nos melhores campeonatos da Europa. Antoine Griezmann, Paul Pogba, Lacazette e Varane são o espelho do talento que o seleccionador Didier Deschamps tem ao seu dispor; ele que esteve presente na conquista de ’98 no seu país natal.

Outros candidatos e os estreantes

Entre as restantes seleções presentes, existem equipas com capacidade para criar surpresas e dúvidas aos favoritos. A Bélgica conta com uma seleção jovem, mas com jogadores feitos e de calibre (como Eden Hazard, Cortouis ou Romelu Lukaku) o que deixa os belgas com aspirações altas. Existe também a Croácia, a Inglaterra e a Colômbia, que apesar de terem percursos diferentes, têm a mesma ambição.
Este Mundial da Rússia conta com dois estreantes, a Islândia e o Panamá. A seleção da América do Norte fez uma fase de qualificação surpreendente, beneficiou de uma equipa dos Estados Unidos desmotivada, algo que proporcionou este apuramento notável. Já a Islândia, que ficou conhecida pela sua extraordinária caminhada no Euro 2016 – onde alcançaram os quartos de final – querem dar seguimento a esse caminho. Uma campanha do mesmo género torna-se mais difícil num Mundial, mas os Islandeses apostam na sua garra e no apoio proveniente das bancadas para voltarem às luzes da ribalta.
De realçar também o apuramento no playoff do Perú que, após 36 anos , conseguiu garantir a qualificação para a Rússia. A Polónia vem moralizada da sua boa campanha no Euro 2016 e conta com a veia goleadora de Lewandowski para manter as esperanças de um grande trajeto. A Rússia é a anfitriã e não vai querer desiludir o público da casa, o apoio em massa vai ser umas das armas dos russos, a juntar ao talento de Shatov e os golos de Dzyuba dentro das 4 linhas.

As ausências de peso

A Itália é a ausência de maior peso do Campeonato do Mundo.
A “Squadra Azzura” perdeu o seu bilhete de ida para a Rússia no playoff contra a Suécia, após perder fora por 1-0 e não ter ido para além de um empate em casa. Num jogo de emoções, esta derrota italiana ditou o final da carreira internacional de “Gigi” Buffon, o icónico guarda-redes italiano e o homem que levantou o troféu em 2006.
Depois de falhar o último Europeu, a Holanda confirmou o mau momento dos últimos anos e falhou também o apuramento para o Mundial. Arjen Robben pode ter perdido a sua última grande oportunidade de disputar uma grande competição pelo seu país, o que confirma a renovação inevitável que a “Laranja Mecânica” necessita.
A desilusão da conferência sul-americana foi o Chile de Alexis Sánchez e Arturo Vidal, que não conseguiu melhor que um sexto lugar, após a derrota por 3-0 com o Brasil e depois de a FIFA ter retirado pontos à seleção por causa de um protesto feito pela Federação Chilena.
O País de Gales de Gareth Bale, os Estados Unidos de Pulisic, ou os Camarões de Aboubakar são outras seleções e figuras relevantes que vão ficar de fora do Mundial do próximo verão.

O #infomedia irá continuar a fazer a cobertura do Mundial da Rússia 2018 e, nesse sentido, vai ser lançada na próxima semana uma rubrica alusiva à competição e às seleções participantes, até ao começo previsto da prova no mês de Junho.

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