Qual o futuro dos Animais de Circo em Portugal?

O circo ocupa um “lugar no imaginário das pessoas, em particular junto dos mais novos”, como declara o Bloco de Esquerda. Com a época natalícia à porta esta atividade estabelece-se como um divertimento para uns e uma preocupação para outros. Este ano, três Partidos propõem medidas de apoio e alguns chegam a proibir o uso de animais.

As medidas discutidas pelo Bloco de Esquerda, o PAN e o PCP no âmbito das condições dos animais de circo, serão debatidas quinta-feira no Parlamento.

O BE , proíbe a utilização de animais selvagens em circos, argumentando que as condições de “acondicionamento e transporte destes animais são amplamente precárias” e que se constituem como um  “perigo à saúde e segurança pública”. Além disso, o BE acrescenta ainda que os espetáculos  do “circo com animais selvagens é profundamente antipedagógico, principalmente numa época em que as preocupações ambientais e com o bem-estar animal são cada vez mais presentes”.

O bem-estar dos animais é uma prioridade para o Bloco, que entende ainda que os circos não estão devidamente preparados para garantir boas condições de saúde e nutrição, pois “não há vigilância veterinária permanente” e nem os tratadores detêm “conhecimentos formais sobre estas matérias”.

Este partido de esquerda, pede ainda ao Estado para refletir e intervir no nível de educação dos jovens integrantes de famílias circenses, analisando que existe uma necessidade extrema de reformular o sistema de ensino das populações integrantes do circo, é por isso, necessária “uma nova política cultural em torno do circo”.

Pela ótica do PCP, é necessária a proteção dos animais de circo, sugerindo uma reforma nos espetáculos de circo tradicionais e uma diminuição do uso de animais de circo, propõe ainda que o Estado deve ser efetivamente o responsável pela proteção destes animais, criando um “Cadastro Nacional de Animais de Circo” – Este projeto visa “criar as condições para que as companhias circenses optem voluntariamente por uma transição gradual”.

A PAN, por sua vez, proíbe por completo o uso de animais em circos e em qualquer tipo de espetáculo semelhante, argumentando que a sua utilização “não é ética nem pertence a uma sociedade evoluída”. Os animais passam mais tempo em vagões , gaiolas e acorrentados, tendo uma vida artificial, por isso, p partido das Pessoas-Animais-Natureza, prevê um período transitório de 24 meses para a reconversão dos espetáculos circenses ou semelhantes que utilizem animais.

As coimas definidas por incumprimento da legislação variam entre 750 e 50 mil euros, podendo se tratar de pessoa singular ou coletiva. 

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