Portugal no Cern(e) da Física até 2030

E a reação permanecerá pelo menos mais uma década. Foi renovado na passada sexta-feira, dia 15 de dezembro, em Genebra (Suíça), o protocolo que tem permitido a união cientifica e tecnológica entre Portugal e o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), o responsável pelo maior acelerador de partículas do mundo.
O acordo ocorreu na 25º comemoração da reunião decisiva para o desenvolvimento do acelerador de partículas LHC. Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, considera o contrato benéfico não só para o departamento de ensino e formação de profissionais como também para o setor industrial português, visto que o lucro é 1,6 vezes superior para as empresas nacionais, o que contribui com 0,60€ por cada euro investido em parcerias com o CERN.
Para além de fornecer vantagens às industrias portuguesas, a novidade desta renovação é a colaboração entre a comunidade científica portuguesa e o CERN no que corresponde à física de partículas. Esta ligação com a física de alta energia permitirá uma possível e eficaz resposta a tratamentos oncológicos em substituição da quimioterapia. Em resposta a esta filiação, Portugal deverá instalar uma clínica oncológica até 2021 com tecnologia de alta energia. O principal objetivo é tratar 700 doentes oncológicos por ano.
Portugal está em parceria com o CERN há mais de 30 anos, uma parceria que tem contribuído não só para vários projetos portugueses centrados nas áreas da física e da engenharia, assim como trabalhos colaborativos no acelerador de partículas. Mais que um acelerador de partículas, um agitador da entreajuda.

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