Aborto: decisão ou homicídio

A mulher tem o direito de escolher o que quer fazer do seu próprio corpo, mas terá direito de decidir por fim à vida de um ser vivo que cresce dentro de si? E a decisão, deverá ser única e exclusivamente sua? Na verdade, sim, a mulher tem o direito de escolher o que quer fazer com o corpo, mas não, não tem direito de matar um ser vivo pelos seus caprichos.

Não se trata de ideologias de movimentos feministas, para mim, trata-se de uma escolha suportada nos ideais individuais: ser mãe ou proibir um individuo de conhecer o mundo bem antes de ele poder decidir por si mesmo. Como li à uns tempos atrás :

“só pensas/concordas com o aborto porque já nasceste”.

A idade é quase como que um pretexto para o aborto, se uma jovem teve consciência e “maturidade” para ter relações sexuais sem as devidas proteções, deverá corresponder às consequências com a mesma maturidade e aceitar o que essa (i)responsabilidade acarreta.

Salvaguardando obviamente questões em que a família vive em graves dificuldades financeiras as quais não terão condições para criar um bebé; certezas que a criança nascerá com graves problemas de saúde como doenças que condicionam a vida da criança. Em casos como estes não só sofrem os pais, e outros familiares, como a criança; e sem sombra de duvidas em caso de violação neste caso a criança vai representar os momentos de agonia, tristeza e até mesmo nojo que a mulher sentiu durante a violação, o/a filho/a irá lembrar a mãe do que passou.

Ser mãe não é e por isso não deve ser visto como uma mera responsabilidade social, ser mãe é uma dádiva que infelizmente muitas mulheres não podem sentir de forma biológica.  Deve ser fascinante ouvir o coraçãozinho daquele que vai ser o ser mais importante da vida enquanto ainda esta dentro da barriga; ouvir o primeiro “mamã” e até mesmo o “amo-te mamã”, as primeiras palavras deve ser uma espécie de magia, um mundo onde não há a maldade dos “crescidos”. Acompanhar a criança desde os seus primeiros passos até ao terminar da escola/universidade, ajudar e motivar todo esse caminho.  Ver e corrigir as falhas, elogiar os bons feitos. Mágico deve ser a melhor forma de descrever um amor de mãe. É a forma doce e inocente como uma criança vê o mundo que dá a lição aos adultos de acreditar, de não desistir e a cima de tudo de tentar criar um mundo melhor quanto mais não seja dentro das quatro paredes.

E sim, o mundo pode ser cruel mas também tem o seu fascínio. Deixa que outro alguém o possa ver também Mamã.

 

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