Primeira Transexual na Superliga feminina

Tifanny Abreu  é a primeira transexual a competir na Superliga de voleibol feminino.

A jogadora de 33 anos estreou-se na liga em dezembro, ocupando a posição de “entrada”. A sua integração na liga feminina e voleibol foi alvo de debate e pontos de vista dispares.

Vários aficionados do voleibol não concordam com a integração de Tiffany Abreu, acusando a jogadora de estar em vantagem em relação às outras jogadoras da liga. Consideram que parte das suas características físicas, nomeadamente a sua altura (1.92m), coloca o resto das jogadoras em desvantagem, a ex-jogadora Ana Paula Kenkel foi uma das principais críticas à inclusão de Tifanny na liga, alegando que o  corpo da atleta “foi construído com testosterona durante toda a vida.”

O fator altura não é posta de lado até pela própria jogadora que alega que “no masculino era muito forte, mas não tão alta — todos tinham 2,10 metros e eu 1,92 metro. No feminino, sou forte e alta, o que pode ser melhor para a minha carreira.”

A atleta, que iniciou a sua transição de género em 2012, recebeu a autorização  da CBV – Confederação Brasileira de Voleibol, para disputar a primeira liga no inicio de dezembro de 2017.   A decisão usou como jurisprudência o Comitê Olímpico Internacional, que desde 2016 permite a participação de homens em competições femininas desde que estes mantenham a testosterona controlada, não precisando assim de mudar de sexo.  Atualmente é a melhor jogadora da liga, com 70 pontos em apenas 3 jogos, um total de 23,3 pontos por jogo.

 

Tiffany Abreu, 33 anos. Primeira Jogadora Transexual a jogar na Primeira Liga.

 

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