Produção ecológica de jóias a emancipar mulheres na Ilha de Principe

É a partir de garrafas de vidro usado que um grupo e mulheres da Ilha de Príncipe iniciam um negócio biológico que lhes permite atingir uma maior independência.

A iniciativa derivou de Estrela Matilde, uma bióloga portuguesa, que veio ajudar 10 mulheres a tornarem o negócio mais rentável. A atividade foi já premiada.

Atualmente, estas trabalhadoras conseguem retirar um rendimento fixo de 50€ mensais, mais do que o salário mínimo na Ilha. O espaço onde trabalham, inclui uma fábrica de bijuterias e um centro de compostagem, ambos cedidos pelo Governo Regional que apoia a iniciativa na totalidade. Desde Julho de 2017 foram produzidos mais de 600 mil peças. 

Ao receberem salário ao final do mês, estas mulheres admitem que se sentem mais livres e independentes, conseguem pagar a escola aos seus filhos e não dependem tanto dos seus maridos.

O processo que as mulheres de Príncipe aprenderam consiste em moer o vidro e a transformá-lo em pó, depois separado por cores, este pó vai ao forno de lenha e finalmente torna-se joalharia. Estas peças são já vendidas em restaurantes e hotéis espalhados pela Ilha de Príncipe.

 

“Estrela Matilde”, Fotografia: Gustavo Galhardo Figueiredo

 

O papel de Estrela Matilde surge como orientadora destas 10 mulheres. Quando o projeto começou, Estrela era técnica da Fundação Príncipe Trust. Agora preside a ONG que ajudou a montar o projeto e financiou a formação das mulheres. Assim, a bióloga portuguesa alcançou o primeiro lugar no Terre de Femmes, da Fundação Yves Rocher. Com este prémio ganhou dez mil euros, dinheiro que segundo Estrela será utilizado para comprar uma carrinha.Além disso, também entraram na corrida ao prémio internacional, no valor de cinco mil euros, a disputar com outros dez países.

 

 

 

 

 

 

 

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