Quem é o Lula (da Silva)?

Eleito nas urnas, governou o país durante dois mandatos, entre 01 de janeiro de 2003 e 01 de janeiro de 2011. Foi também líder sindical e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.

Até 2012, o Brasil era um país onde a prosperidade económica vingava em quase todos os setores.

A nível político, o país representou um papel-chave no desenvolvimento do G-20 político e na criação do BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), resultando assim na escolha do  Brasil como sede de dois dos maiores eventos do mundo, o Mundial de futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). Este êxito político é muitas vezes atribuido aos oito anos do governo Lula (2003-2010).

Por outro lado, o governo de Dilma ficou ligado aos altos preços das commodities e à queda vertiginosa dos preços internacionais de algumas matérias-primas.

Em junho de 2013, Dilma Rousseff sofreu um grande abalo na sua popularidade, mas apesar disso, conquista a reeleição no final de 2014.

Na verdade, as manifestações de julho de 2013, marcam a inversão da onda de otimismo, interno e externo, que vivia o país. Um cenário que demonstra o insucesso político do governo de Dilma (2011-2016).

Mas afinal quem é Lula da Silva?

Apesar da anterior prosperidade brasileira ser muitas vezes associada aos mandatos de Lula da Silva, são também disassociáveis as polémicas do nome de Lula.

 1. Mensalão

Apesar de Lula ter conquistado 61,27% dos votos nas eleições para a Presidência, o PT ficou apenas com 17,7% dos votos na Câmara dos Deputados e 17% no Senado.
Longe de uma maioria no Congresso, o PT teria então de garantir o apoio de deputados de outros partidos para conseguir salvaguardar a sua agenda.

A primeira grande polémica em torno do governo de Lula da Silva aconteceu quando se descobriram os meios utlizados pelo PT e por aqueles que eram mais próximos do Presidente para se conseguirem os apoios necessários para a vitória .

A denúncia surgiu em 2005, pela boca de Roberto Jefferson, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Numa entrevista à Folha de S. Paulo, o líder partidário acusou o PT de pagar um salário de 30 mil reais  a deputados de outros partidos para votarem em Lula e no seu governo.

 

2. Operação Lava Jato

A investigação em torno da Operação Lava Jato começou em 2014. O nome de Lula surge neste esquema de subornos a governantes e deputados por parte de construtoras com dinheiros desviados da petrolífera estatal Petrobras. A Polícia Federal estima que a Operação Lava Jato tenha movimentado 10 mil milhões de reais.

Neste processo, Lula foi condenado em julho de 2017 pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e meio pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Após recurso da defesa de Lula, este voltou a ser condenado e viu a pena ser-lhe aumentada para 12 anos e 1 mês de prisão.

3. Telefonema com Dilma

O Ministério Público suspeitava que Dilma Rousseff dava ordens ao subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil (Jorge Messias, conhecido como “Bessias”) para entregar  o “termo de posse” para Lula ser nomeado ministro-chefe da Casa Civil. Este deveria ser utilizado apenas “em caso de necessidade”, ou seja, em caso de ser formada uma acusação contra Lula. Desta forma, o ex lider brasileiro passaria a ter imunidade política.

Segundo o Governo de Dilma Rousseff, o documento em questão dizia mesmo respeito à tomada de posse de Lula como Chefe da Casa Civil. Porém, a menção que referia que este devia ser só usado “em caso de necessidade” dizia respeito à possibilidade de Lula não poder estar presente durante a cerimónia de tomada de posse como Chefe da Casa Civil.

O Governo de Dilma Rousseff acusou ainda Sérgio Moro de ter divulgado aquelas escutas “ilegalmente”. A defesa de Lula chegou a apresentar queixa contra Sérgio Moro e a divulgação daquelas gravações, mas a justiça deu razão ao juiz. O juiz Edson Fachin, juiz do Supremo Tribunal Federal, disse que a divulgação das escutas foi “indispensável”.

 

Fontes: Observador, Diário de Notícias, TSF, Jornal de Notícias, Vermelho
Imagem: Jornal Económico

Deixa um comentário