A importância da leitura

Precisamos de palavras. Precisamos da leitura. Precisamos de livros. E de pessoas literadas. Não importa que a leitura seja em papel ou digital, se lê um pergaminho ou faz um scroll num ecrã, o conteúdo é realmente o que importa. Neste artigo, presta-se homenagem ao poder das palavras, num tributo à literatura e aos grandes que têm, literalmente, escrito parte da História e histórias que fazem parte do universo literário enquanto contadores de histórias, é fundamental.

Jornalistas, poetas, escritores para crianças, todos os escritores – escrevam eles o que e para quem quiserem – têm uma obrigação para com os leitores: a de escrever a verdade. É especialmente importante quando criem contos de pessoas que não existem em lugares que nunca existiram, porque a verdade não está no que acontece, mas no que ela nos diz sobre quem somos. Porque ficção é a mentira que diz, afinal, a verdade.

Como leitores, temos a obrigação de ler por prazer, em lugares públicos e privados. Porque esse prazer, como todos os outros, é contagiante. Temos a obrigação de apoiar bibliotecas e de protestar contra o seu desaparecimento. Se não valorizamos bibliotecas estamos a silenciar as vozes do passado e a aprisionar as do futuro. Temos a obrigação de ler em voz alta para as novas gerações. De ler o que eles gostam, mesmo as histórias sejam repetidas, e não parar de ler só porque aprendem a ler por si mesmos. Temos a obrigação de usar o tempo de leitura em voz alta como tempo de ligação.

Temos a obrigação de usar o idioma, para nos esforçarmos, para descobrir o que as palavras significam e como implantá-las, para comunicar claramente, para dizer oque queremos dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta deve ser reverenciada, mas devemos usá-la como ser vivo, que flui, que empresta palavras, que permite que os significados e as pronúncias mudem com o tempo.

Nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordados. Temos a obrigação, imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar nada, que estamos num mundo em que a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada. Mas a verdade é que os indivíduos podem mudar o mundo, escrevem o futuro e fazem-no imaginar tudo o que pode ser diferente.

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