#WriteHerFuture – pelo fim da iliteracia das mulheres

As palavras escondem uma mensagem que deve ser compreendida e interpretada por todas as mulheres para que elas possam escrever o seu próprio futuro. O mundo da Beleza está a fazer o sue papel.

Através da leitura (e da escrita) é possível ganhar conhecimento que nos permite construir uma visão muito pessoal do mundo que nos rodeia. Para 76 milhões de jovens mulheres em todo o mundo (segundo dados da UNESCO), infelizmente, esta não é uma realidade tão simples e linear. A iliteracia condiciona-as a uma vida mais limitada e mais dependente de outros.

Conhecida por defender um conceito de Beleza único e individual para cada mulher e por acreditar que ele ultrapassa o que está à vista, a Lancôme anunciou um compromisso mundial para combater a iliteracia e pediu a todas as suas embaixadoras que dessem voz à causa na campanha Write Her Future. Muitas já tiveram contacto direto com essa realidade, como Julia Roberts, que visitou o Haiti como embaixadora da Unicef e testemunhou de perto a capacidade que a literacia tem de mudar vidas, ou Isabella Rossellini que partilhou um episódio mais pessoal dizendo que, durante anos, em criança, teve uma ama que era iletrada. Cada vez que mudavam de cidade, o que acontecia com bastante frequência, a ama sentia-se completamente perdida. “Todas as referências que já tinha adquirido para quando, por exemplo, ia as compras, passavam a ser irrelevantes quando nos mudávamos. Ficava completamente dependente de nós e isso era terrível para ela”, conta Rossellini.

Porque ler e escrever não serve apenas para as coisas que damos como garantidas, como perdermo-nos horas a fio num bom livro ou enviar uma mensagem a uma amiga a avisar que vamos chegar atrasadas. Para podermos exercer e reivindicar direitos básicos temos de saber ler e escrever, para compreender a extensão das nossas obrigações e deveres de um contrato temos de saber ler e escrever, para conseguirmos desenvolver um negócio pessoal de que possamos depender temos de saber ler e escrever.

Trata-se de literacia funcional que Lupita Nyong’o, outra embaixadora, explica a importância desta distinção “Neste mundo, informação é poder e dar a uma mulher literacia, é dar-lhe (e à sua comunidade) um futuro. E não é só sobre a capacidade de conseguir ler e escrever. É também sobre ajudar mulheres a desenvolverem literacia funcional, que é a que nos permite recolher informação, decifrá-la e tomar decisões fundamentadas. Acho que é algo importantíssimo para as mulheres terem e infelizmente, em muitas culturas no mundo, a mulher é a última a ter essa oportunidade. Quando isso acontece, toda a comunidade sofre porque, claro, as mulheres tendem a tomar conta de tantas outras pessoas além delas próprias”.

Tanto estudos desenvolvidos, em 2012, sob o tema “L is for life expectancy” elo Project Literacy (uma campanha global fundada pela empresa especializada em aprendizagem, Pearson), demonstraram que um filho de uma mãe letrada tem 50% mais probabilidade de viver além dos cinco anos. Estes são os dados e os factos, agora passamos à ação. A Lâncome juntou-se à organização não governamental Care, para, com um investimento de 2 milhões de euros, desenvolver programas de literacia em todo o mundo ao longo dos próximos cinco anos. A começar por Marrocos e passando por países como Guatemala e a Tailândia, o objeto será beneficiar mais de 8 mil mulheres e mais de 40 mil pessoas indiretamente. Com mais de 73 anos de existência, a Care é uma das maiores organizações humanitárias que tem como missão o fim da pobreza no mundo, combatendo tudo o que a ela está relacionado. Tem uma capacidade de resposta e intervenção ímpar e desenvolve atualmente mais de 1.000 projetos em 94 países diferentes. Está também nas nossas mãos contribuir, começando por juntar o nosso nome à causa, no website www.app.writeherfuture.com.