Páginas Activistas: O Jornalismo Independente

A sensação de impotência gera na sociedade a vontade de revolta. Com as próprias mãos, são cada vez mais os ativistas que criam páginas onde o foco é, muitas vezes, apontado para assuntos menos cómodos.

Enquanto ato político, o jornalismo é um fator elementar.

« (…) o jornalismo é um acto político, e, portanto, os jornalistas são actores políticos, tal como as pessoas são actores políticos.» afirma Ricardo Ribeiro, jornalista no É Apenas Fumaça em entrevista ao Comunidade Cultura e Arte. São duas páginas virtuais que se assumem como projetos de jornalismo independente. Livres de pressões económicas, editoriais e com a possibilidade de apelar a problemas democráticos, direitos humanos que, de forma simples e direta, permitem levantar questões. Mas também aqui se dá palco a artistas menos conceituados ou comerciais, bem como a peças de teatro, filmes ou festas.

O prémio de 80 mil euros dado pela Open Society Foundation ao É Apenas Fumaça despertou, ainda mais, curiosidade sobre estas páginas alternativas. O dinheiro, que irá servir para otimizar o trabalho da página e oficializa-la como um órgão de comunicação, ajudará também para que a sociedade não se sinta limitada a ler e ver apenas os jornais/canais já conhecidos.

Mas existem mais!

Por exemplo, a Práxis Magazine assume-se como uma voz dedicada e activa que luta contra o crescimento do fascismo, nacionalismo, xenofobia, racismo e homofobia, com um único objectivo: fomentar os movimentos sociais e das forças políticas emancipatórias e radicais.

O Jornalismo de Causas divulga e promove o jornalismo independente, ou seja, serve a sua plataforma para promover artigos dos quais partilha opinião, mas também conta com artigos próprios. Actualmente, centra-se acima de tudo, na questão palestiniana.

A Vice Portugal, é um último exemplo de uma página, com uma dimensão maior que as anteriores, que se dedica a projectar as actividades culturais que os media mainstream não falam. Como dizem os próprios, são «reportagens e documentários que vão abrir-te os olhos.»

 

Oportunidades alternativas não faltam para despertar o pensamento. E não desfazendo o trabalho de todos os jornalistas, há muito por ler e descobrir em diversos tipos de jornais e páginas!

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