#MeToo será o fim da corte?

Cortejar era um ato simples: dois olhares cruzavam-se, seja dentro de uma discoteca ou de um escritório e era possível ler a linguagem corporal, avaliar as leis da atração, trocar manobras de apresentação e o grande jogo começava. Mas agora, as discotecas estão a morrer, as pistas da dança estão a esvaziar-se e um avanço desajeitado no escritório poderia, em tempos, ser simplesmente ignorado, sem ressentimentos para qualquer das partes, pode agora resultar em acusações de assédio sexual e acabar com a sua gloriosa carreira. Parece que não nasce um novo dia sem que algum figurão exposto como abusador sexual. Os alegados crimes cobrem uma vasta frente, do pior tipo de ataque sexual a piropos desajeitados e mensagens de texto grosseiras.

No mundo pós-Weinstein, os homens interrogam-se: “Será que ainda podemos meter conversa com alguém?”. Diz-se que estamos no meio de uma contrarrevolução sexual, um retrocesso da libertação sexual dos últimos 50 anos. A teoria diz que a recente série de escândalos sexuais criou um clima de neopuritanismo, em que qualquer manifestação de interesse sexual é terrivelmente suspeita. No entanto, tcharan, a exposição dos predadores sexuais não significa a morte do sexo.

Sim, existe uma reavaliação da forma como os homens tratam as mulheres, sobretudo no mundo profissional, que já tardava. Mas o imperativo moral permanece o mesmo: as mulheres precisam dos homens e os homens precisam de uma companheira. A raça humana não vai morrer porque uns quantos idiotas se comportaram como uns porcos. Sim, existe uma reestruturação da etiqueta sexual, mas ainda podemos chegar a vias de facto com alguém de quem gostemos. O que mudou foi a forma de seduzir.

 

A partir daqui és tu que continuas a escrever o texto. Vai aos comentários e escreve aquilo que pensas sobre o assunto. Estamos perante uma nova forma de sedução ou um ajuste de contas por tod@s aqueles que não respeitados no mundo profissional? #MeToo?

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