WhatsApp: a tecnologia contra a greve

Diversos chats de grupo na aplicação WhatsApp foram usados para organizar a greve dos camionistas no Brasil. As conversas tinham como principal objetivo partilhação conteúdos sobre as negociações e pressionar quem estava contra a ação.

Decorreu durante 10 dias uma paralisação de camionistas no Brasil que teve por base e como principal apoio e forma de união, as redes sociais. O Governo Federal Brasileiro disse que monitorizou esses grupos com o objetivo de identificar os organizadores e conseguir controlar a iniciativa.

A greve de camionistas que parou o Brasil conduziu a diversas dificuldades no abastecimento de alimentos, combustíveis e outros materiais, fazendo com que Michel Temer, Presidente do Brasil esta em negociações com os trabalhadores relativamente às concessões.

Segundo a administração da aplicação WhatsApp, não existe uma relação oficial da aplicação com o governo brasileiro, explicando ainda que a única maneira de alguém participar num chat de grupo é pelo convite do administrador dessa mesma conversação. Adicionando ainda que seria impossível ler conversas dentro da plataforma por causa da criptografia adotada pela aplicação. Vale a pena relembrar que o WhatsApp tem um sistema de criptografia a cada mensagem é gerado um  novo código, fazendo com que todas as mensagens estejam codificadas, tornando assim quase impossível a invasão de privacidade e leitura de mensagens de outros utilizadores.

 

O fenómeno não é novo…

Em setembro de 2016, o capitão do exército brasileiro,  William Pina Botelho usou o nome “Baltazar Nunes” para se infiltrar num grupo do WhatsApp que organizava atividades e manifestações contra o presidente Michel Teme, resultando na detenção de  21 jovens.

A partilha de informação pessoal não é nova, de facto, as redes sociais e plataformas online estão a adotar novas medidas de privacidade de forma a conseguir alcançar novamente a confiança por parte dos seus utilizadores, mas também garantirem a sua segurança.

Lionel Nation, especialista em jornalismo, diz que as redes socias não passam de um posto de venda de informação, nomeadamente para anúncios publicitários e outras empresas. Pode ver ou rever a análise do jormalista na ligação abaixo:

 

Deixa um comentário