#DesportoEmSutiã com Bárbara Viana da Mota

Bárbara Viana da Mota tem 20 anos e é finalista da licenciatura de Ciências da Comunicação na Universidade Lusófona do Porto. O desporto está presente na sua vida desde muito cedo e experimentou vários desportos até encontrar aquele que mais a fascinou: o voleibol. Os primeiros passos foram dados no Clube Desportivo da Póvoa e assume que este foi o meio que lhe deu grande parte das suas amizades.

P: Como surgiu o teu interesse pelo desporto? E, especificamente, pelo voleibol?
R: Os meus pais sempre me orientaram para a atividade desportiva. Experimentei imensos desportos até encontrar o voleibol. Joguei basquete, dancei ballet, mas o desporto que mais captou o meu interesse foi, sem dúvida, o voleibol. Acho que o espírito de equipa que encontrei quando comecei a jogar foi o que mais me fez gostar da modalidade.

P: Foste até federada, certo? O que te levou a abandonar a prática deste desporto?
R: Sim joguei federada muitos anos. Contudo, a prática intensa de desporto nem sempre traz apenas benefícios. No meu caso, comecei a contrair problemas na coluna que se foram agravando com o tempo e em 2014 tive mesmo de abandonar a modalidade.

P: Alguma vez sentiste algum tipo de preconceito por parte da sociedade? Da tua família ou amigos?
R: Nunca senti preconceito por assim dizer. Mas algo que me causava alguma irritabilidade, era a falta de compreensão pela dedicação ao desporto. Sempre me dediquei “de corpo e alma” à modalidade e tanto alguns dos meus amigos (aqueles que não jogavam voleibol. até porque a maior parte das minhas amizades foram feitas no meio deste desporto) como a minha família nunca entenderam essa dedicação.

P: Como vês o panorama do desporto feminino atualmente?
R: Na minha opinião e com base na minha experiência, o sexo feminino não é tão valorizado no voleibol. Falo apenas no voleibol porque é a realidade que conheço melhor, mas não duvido que se passem em outras modalidades. Sempre senti que para ter metade do reconhecimento de um homem tinha de trabalhar o dobro ou triplo.

P: Que conselhos podes deixar a jovens mulheres que queiram entrar no mundo do desporto, mais concretamente no voleibol?
R: É uma modalidade muito discriminada no panorama desportivo, principalmente para uma mulher. Se tenciona entrar neste mundo não o deve fazer se está em busca do estrelato, mas sim se está em busca de concretização enquanto pessoa. Sinto que cresci e aprendi imenso com esta modalidade, foram dos melhores anos da minha vida, por isso aconselho.