Precários da RTP protestam a favor dos seus direitos

Estes trabalhadores exigem a integração nos quadros e protestam contra a posição do governo sobre este tema.

Aproximadamente 50 trabalhadores da RTP incluindo jornalistas, repórteres, locutores e tradutores revoltaram-se perto dos estúdios em Lisboa por causa do governo não lhes garantir a integração em certas funções. Este motim visa, simultaneamente, o resto dos trabalhadores e o público em geral, com vista a chamar a atenção de todos. Isto tudo porque apenas 130 casos de inscrição no programa de regularização dos vínculos precários (PREVRAP), no total de 300, tiveram luz verde. A revolta foi praticada por elementos da RTP assim como da Antena 1 e Antena 3, pelas 10 horas da manhã de segunda-feira, dia 5 de Novembro.

Mariana Oliveira, em declarações à Agência Lusa, referiu que os colegas das ilhas não poderiam marcar presença, contudo que “iriam participar trabalhadores do Porto que se deslocaram de propósito para o movimento”. Cristina Santos, outra jornalista, esta da Antena 1, indica que a RTP tem muitos falsos recibos verdes pelo facto de muitos funcionários terem de se inscrever no PREVRAP, enquanto que outros, tiveram logo entrada direta. Indignada, atira que ela e muitos outros, trabalham a recibos verdes. Para além disso, a jornalista diz que foi ignorada pela instituição e pelas condições que prometeu pelo facto de “fazerem de conta que estão a ouvir e a concordar”, mas depois nada acontece, tanto a empresa como o governo. Reclama ainda que merece tantas regalias quanto outros trabalhadores da instituição e que “se os deveres são idênticos, os direitos também o deveriam ser”.

Rita Rato, uma deputada do PCP, também esteve presente neste movimento e expõe o Governo por incumprimento das suas funções porque a situação dos trabalhadores devia estar tratada já há algum tempo atrás.

“É urgente a vinculação destes trabalhadores ao quadro da RTP. Respondem a necessidades permanentes por isso têm que ter um contrato efectivo. Cada dia a mais para estes trabalhadores é um dia a menos na justiça que eles merecem, portanto, o Governo tem que intervir com vontade política para resolver este problema”

Com isto, a deputada remete para o facto de a RTP ser um setor do Estado e por não ir a votações este problema já poderia estar resolvido.

Já a locutora da Antena 3, Isilda Sanches, reclama a circunstância de já pertencer à empresa há mais de 3 anos e conta com várias horas de trabalho diário, incluindo emissão, e que o parecer do PREVRAP tenha sido negativo. José Manuel Fiuza- tradutor de informação internacional-, executante da profissão desde 2002 e na empresa desde 1987, lamuria que a sua situação tenha sido recusada, apesar de estar à espera do resultado do recurso que apresentou.

O Sindicato de Jornalistas, por outro lado, repudiou a injustiça sentida pelos funcionários da RTP e defende que estes exercem cargos diariamente e, por isso, não concordam com estes pareceres negativos por parte da empresa. Tal como este Sindicato, também os da RTP prestaram apoio ao protesto praticado por estes trabalhadores com vínculos precários e “não entendem como é que passados cinco meses do prazo término do PREVRAP, os jornalistas, locutores, tradutores, entre outros, ainda não tenham sido integrados”.

 

Editado por Patrícia Sofia Pereira