Sem lamentações na ponta da língua

Vivemos sempre na via rápida, sem ócio, nem paz. Atarefados e propensos ao stress pelas inúmeras preocupações que arrastamos diariamente.

A um ritmo frenético, numa corrida contra o tempo, as refeições acabam por ficar para último plano. Entre a lista de afazeres, muitas são efetuadas em alta pressão e com escolhas menos inteligentes. A opção por fast food torna-se recorrente através de produtos processados, de rápida ingestão e pobres nutricionalmente. E como diz a célebre frase de Hipócrates “Nós somos o que comemos”, o modo como cada indivíduo se alimenta reflete-se na maneira como age, afeta a forma como marca a sua presença com o outro e influencia o seu humor. As nossas escolhas são a mola impulsionadora para o bem-estar individual.

Apesar da principal inquietação na seleção dos alimentos ser o equilíbrio do peso, as nossas escolhas devem ir além dos números na balança. Devem focar-se no combate de possíveis doenças associadas à má alimentação, nomeadamente a diabetes e problemas cardíacos. Para isso é necessário colmatar mitos, tentar perceber o próprio organismo e viver de forma saudável.

É errado associar uma dieta apenas à perda de peso. Alimentar o organismo é um ato inato ao ser humano, e concretizá-lo de forma saudável é um estilo de vida, abarrotado de benefícios e de momentos de prazer. Isto não significa que alguém tenha de cumprir um exercício permanente de sacrifício com um plano alimentar 24h por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Todos cometem excessos, uns mais do que outros. O crucial é o equilíbrio, sem restrições e com possibilidades mais inteligentes no quotidiano, que se reflita no usufruir de uma vida duradoura.

O despertar, após várias horas de jejum durante o sono, deve ser marcado pela ingestão de alimentos enriquecidos de nutrientes variados e essenciais, para a acumulação de energia e, consequentemente, para o desenvolvimento individual.

É de enfatizar a quantidade de receitas saudáveis que chegam aos leitores e facilmente rejeitadas pelos seus ingredientes. Pela crença de que o saudável não tem sabor, e quase com uma garantia que não irão satisfazer os seus gostos pessoais, rapidamente são colocadas de parte, sem qualquer hipótese de serem testadas.

Tempo. Dinheiro. Preguiça. Não são desculpas para cometer erros alimentares. São comuns as lamentações, talvez para minimizar o peso na consciência, ou talvez por falta de conhecimentos de receitas, efetivamente, fáceis de concretizar, acessíveis ao bolso e saudáveis nutricionalmente.

No vídeo abaixo, é possível seguir passo a passo como confecionar papas de aveia com banana e café. Esta sugestão é um exemplo de um pequeno-almoço ou lanche extremamente nutritivo e com os requisitos desejados, apenas com aveia, bebida de soja e banana. O café torna-se opcional e substituível por outros sabores como canela, limão ou chocolate.

A aveia está integrada na secção dos cereais na roda dos alimentos composto essencialmente por proteínas, vitaminas, minerais e fibra. Uma das vantagens primordiais é a saciedade duradoura, que deixa os consumidores satisfeitos durante um longo período de tempo pela sua absorção lenta. Pelos diferentes tipos de processamento deste cereal, este dá origem a uma paleta diversificada de produtos possíveis de serem encontrados à venda, como aveia em flocos, farelo de aveia, farinha de aveia e ainda aveia com sabor.

A organização premeditada das refeições, pode ser um auxiliar para evitar a fuga dos seus objetivos e desculpas. Uma mais-valia desta refeição é que pode ser efetuada com antecedência, e até mesmo na noite anterior, caso opte por consumi-la ao pequeno-almoço. Assim, na manhã basta colocar no micro-ondas.

Dar uma oportunidade a novas experiências, torna o ser humano mais criativo e inovador. Estas papas de aveia são equivalentes a satisfação absoluta, sem culpas e desculpas na ponta da língua. Experimente e delicie-se.