47 de Fevereiro: “Para nós, o mais importante é que fazemos aquilo que nos dá na gana!”

47 de Fevereiro, uma banda de rock do Porto composta por quatro jovens, conta ao #infomedia, de um modo informal e divertido, como surgiu a ideia de criarem a banda, o (não) significado do nome que lhe deram e o que está previsto para o futuro.

Chico (baterista), Pedro (baixista), Jorge Loura (guitarrista) e Nuno Xandinho (guitarra portuguesa) integram o grupo. O mundo também os conhece como El Killo, Fiscal Santos, Capitão Moura e Roque Xandeiro, respetivamente.

A banda surge “das cinzas de uma outra [banda] que se chamava Touro”, da qual foram membros fundadores El Killo e Fiscal Santos, e à qual mais tarde se juntou Capitão Moura. Enquanto Touro definhava, alguns dos seus membros queriam “continuar a fazer este tipo de rock musculado e sem medo, com sangue na guelra e sem condicionalismos”, e, por isso, com a persistência de alguns dos membros e a entrada e saída de outros, acabaram por estabilizar e criar, através das ideias que iam surgindo, os 47 de Fevereiro como os conhecemos atualmente. O objetivo primordial da banda, como nos diz Chico, ou como diria a TORCIDA 47, El Killo “é fazermos o que nos apetece, como nos apetece e onde nos apetece”.

A banda de rock lançou a 19 de março de 2018 o primeiro e até agora único álbum. “Luta pela Manutenção” foi disponibilizado primeiramente no Bandcamp, mas pouco tempo depois surgiu em vinil.

O grupo revelou os principais desafios que encontraram ao longo do percurso, apesar das experiências com outras bandas. “Para se montar uma banda de raiz, são tantos os obstáculos para ultrapassar. Desde logo, tens de juntar o pessoal certo, ajustar agendas, procurar sítios para dar uns primeiros concertos, promovê-los de maneira a que o nome da banda comece a aparecer, e procurar um bom estúdio a um preço razoável para gravar”. Mais recentemente, o foco dos artistas passou pela finalização deste disco, tratar da parte gráfica e burocrática, fazer os vídeos, organizar uma tour para promoção do álbum, e pagar a sua edição – “mal acabámos de pagar a edição em CD metemo-nos logo na aventura do vinil”. Como salienta Chico, apesar das dificuldades, “a parte mais fácil acaba por ser fazer as músicas”.

O nome peculiar da banda surge “no meio de umas cucas na Tendinha dos Poveiros depois de um ensaio. Começou como uma brincadeira, depois passou a uma possibilidade e em pouco tempo estabeleceu-se como o nosso nome.” Talvez o facto de a designação da banda não ter propriamente um significado seja a ideia dos artistas: “pode ser qualquer coisa, uma data fictícia, o Dia de São Nunca à Tarde, o Natal, o nome de uma guerrilha sul-americana. Nem tudo na vida tem de ter um significado específico, e neste caso é interessante que o nome dê origem a várias interpretações. Ponham-se à vontade!”

Relativamente às principais influências e inspirações no espetro sonoro dos 47 de Fevereiro, a banda destaca grupos e artistas como The Cult, Rage Against the Machine, Nine Inch Nails, Alice in Chains, Pride & Glory, The Clash, Mano Negra, Stone Temple Pilots, Faith No More, O Rappa ou Carlos Paredes. Mencionam também alguns clássicos: “claro que temos um banco de luxo com os Tool, os Doors, os Beatles, Led Zeppelin, Black Sabbath, Frank Zappa, AC/DC e tantas outras (bandas) fora do rock…”.

Quando o #infomedia perguntou ao coletivo se sentem que a sua música marca a diferença, a resposta foi simples: “essa pergunta tem de ser feita às pessoas que nos ouvem em casa ou que já viram algum dos nossos concertos. Para nós, o mais importante é que fazemos aquilo que nos dá na gana, com energia, paixão e entusiasmo. Algo que, no fundo, deve sempre prevalecer em qualquer tipo de criação artística”. Como destaca Chico, “será que talvez isso faça a diferença num mundo tão refém das modas e das aparências?”

Numa parte final da entrevista, interrogamos os membros dos 47 de Fevereiro sobre os principais objetivos para o futuro e se um novo álbum está a caminho. Citando os The Clash, sugerem: “the future is unwritten”. Mas, tal como confirma a banda, mais concertos no próximo ano estão na agenda, e alguns deles serão em formato acústico – “o pessoal da TORCIDA 47 vai ter uma boa surpresa”. Também querem estar em mais festivais, e voltar a tocar fora do país – o grupo já teve o privilégio de passar por Espanha e Itália. Além disso, esperam ter alguma disponibilidade para criar e produzir conteúdo novo, e, desta forma, juntar peças para um próximo disco.

Terminam a entrevista com confiança: “A Luta pela Manutenção está aí e viemos para ficar!”

 

Editado por: Daniel Dias.

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