Alfredo Cunha continua a olhar as pessoas

Algum trabalho do seu livro “Retratos 1970-2018” encontra-se exposto em Matosinhos

A Galeria Municipal de Matosinhos reúne 41 fotografias de retrato a preto e branco de Alfredo Cunha. São imagens do arquivo pessoal numa viagem temporal de 1979 a 2018 para ver até ao dia 26 de janeiro de 2019. Esta coletânea constitui parte do trabalho do mais recente livro do fotógrafo. Ao longo da Galeria estão fotos de Manoel de Oliveira, Agustina Bessa-Luís, Álvaro Siza Vieira, Eugénio de Andrade, entre outros.

Alfredo Cunha nasceu em Celorico da Beira, no distrito da Guarda, foi jornalista no jornal O SÉCULO e fotógrafo oficial dos presidentes da República – António Ramalho Eanes e Mário Soares.
Foi um dos repórteres mais importantes da revolução de abril de 1974 em Portugal e da descolonização, com a chegada dos portugueses a Lisboa no ano 1975. Para além dos temas nacionais captou marcantes momentos internacionais, tais como a queda do regime comunista na Roménia e a guerra do Iraque.
Foi distinguido pela comenda da ordem do Infante D. Henrique, em 1995 e ganhou o prémio de fotojornalismo Visão/BES nos anos 2007 e 2008.
Ao longo da sua vida também se dedicou a ilustração, trabalhando em livros como Vidas Alheias, Disparos, A Norte, entre outros.

 

Nos últimos anos optou pelo norte do país para viver, trabalhou com o jornal PÚBLICO e com o JN. Foi também diretor de fotografia na agência – Global Images.
Atualmente trabalha como freelancer.

 

O #infomedia conversou com Ana Nunes, de 22 anos, sobre a forma de fotografar do autor da exposição e ela declarou:

“Achei interessante como fotografa as pessoas de maneiras diferentes, umas delas com uma postura mais solta, outra mais rígida… talvez para demonstrar o cargo da carreira da pessoa ou o seu estado de espírito. Ver essas diferenças é muito interessante.”

 

A entrada é livre e o horário está disponível aqui.

 

Raquel Batista

Editado por João Rocha.

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