Porque é que já não escrevemos cartas?

Nos tempos que correm a comunidade deixou o velho hábito de enviar cartas e criar laços de correspondência. Era, no fundo, a maneira que as pessoas tinham para comunicar entre si. Muitas amizades e namoros começaram assim… Os amigos trocavam cartas entre si para manterem laços e uma série de namoros e futuros casamentos tiveram origem numa simples carta. Pode-se dizer que hoje em dia já não ouvimos praticamente ninguém abordar esse tema nem perguntar como deve escrever uma carta, salvo raras exceções de indivíduos com uma certa idade que ainda mantiveram esses hábitos e não tiveram oportunidade de evoluir tecnologicamente.

É graças a essa mesma evolução da comunicação que hoje vivemos numa profunda era tecnológica. Começaram a aparecer os telefones, a internet e principalmente os smartphones e o mundo transformou-se por completo. O foco neste aspeto são as redes sociais pelo facto de praticamente todo o mundo usá-las para publicar fotos e mostrar tudo o que está a fazer. Com um simples clique, existe a possibilidade de partilhar o momento vivido, de conhecer novas pessoas, de ver tudo o que se passa no mundo e principalmente comunicar com qualquer indivíduo. Atualmente, qualquer jovem possui conta Instagram e qualquer adulto tem Facebook, entre outros. Está nesta realidade da comunicação o porquê de o hábito das cartas ter desaparecido quase por completo.

Resumidamente, se alguém quiser conhecer alguém, vai a uma rede social e entra em contacto muito facilmente, se conhecer pouco da pessoa usa a Internet para a explorar melhor e se quiser manter contacto com alguém próximo que está longe ou noutro país em um segundo realiza-se uma video-chamada. Isto são apenas exemplos das funcionalidades possível nesta matéria.

As cartas sempre foram uma tradição e felizmente ainda existem raras exceções de pessoas que as enviam regularmente por acharem mesmo que é o meio mais simples ou então por não adquirirem o conhecimento tecnológico. Por outro lado, existe quem enderece correspondência como recordação, como é o caso das pessoas que remetem aos seus conhecidos um envelope com fotos de lembrança ou mensagens sentimentais, no fundo, é das poucas formas de manter viva esta tradição da carta.

A carta tem características essenciais para a estabilidade humana como a tradição, incluindo os bilhetinhos e as crianças que escrevem ao Pai Natal. Também desenvolve a criatividade, mostra os sentimentos entre ambos os envolventes e cria memórias, visto que um estudo confirmou que a escrita à mão está diretamente relacionada com o desenvolvimento cognitivo.

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