O destino é… Zhuhai

Olá, Hello, Salut, Ciao, Hallo, Halo, 你好, estas são algumas das saudações de vários países diferentes para cumprimentar amigos, conhecidos ou até mesmo desconhecidos.

Teresa Leão, estudante de Relações Internacionais sempre mostrou interesse por viajar e tirar de cada viagem uma lição de vida. Quando entrou para a Universidade já tinha decido que iria frequentar aulas de Mandarim. Sendo esta uma das razões pela qual decidiu fazer Mobilidade Internacional.

Mobilidade Internacional é uma possibilidade de os estudantes viajarem para outro país fora da Europa com o intuito de estudar.

A estudante contou ao #Infomedia que desde que começou a sua licenciatura de Relações Internacionais que tinha nos seus planos estudar no estrangeiro e “ gostava de ter uma oportunidade de viver por um tempo mais extenso numa cultura diferente, o que me levaria a aprender mais sobre outras realidades e sobre mim própria”

O destino foi a universidade Normal de Pequim Campus de Zhuhai, na China, Cidade de Zhuhai.

Teresa Leão – Universidade Normal de Pequim, Campus de Zhuhai

Questionada sobre o porquê da sua escolha respondeu que “ o facto de estar a aprender mandarim e de a China ser um país que me fascina, principalmente no seu sentido tradicional. Tenho uma grande paixão pela língua e a melhor forma de melhorar as minhas capacidades seria através da imersão num local onde é falada. Para além disso, o facto de a universidade ter boa reputação, ser localizada num lugar lindíssimo e depois de conhecer alguns dos alunos de lá, a minha escolha tornou-se clara.”

Encontrou ao longo da sua estadia algumas adversidades como a própria diz: “Nenhuma aventura é uma aventura sem algumas adversidades.” Que os principais obstáculos foram nas primeiras semanas “o primeiro mês, particularmente as duas primeiras semanas, foram as alturas mais difíceis para mim. Ao início julguei que o choque cultural e o facto de estar tão longe de casa seriam o mais difícil, mas consegui lidar com isto bem melhor do que esperava.”

Também contou ao #infomedia que teve de mudar o estilo de vida e qual foi a maior dificuldade “terei de dizer que o mais difícil foi ultrapassar a barreira linguística inicial e habituar-me ao estilo de vida, como ter de ir a Bancos e tratar de vistos. Contudo, penso que fui bastante sortuda pois não houve momento algum em que estivesse desesperada ou sem saber o que fazer.”

Como defines essa experiência?

“Em primeiro lugar, defino esta experiência como um sonho tornado realidade, um desejo traçado da minha Bucket List. A minha capacidade linguística melhorou imenso, conheci imensas pessoas e professores que me inspiram e pude presenciar diferentes métodos de ensino e aprendizagem.”

Acrescenta ainda que foi “uma experiência enriquecedora pelo facto de ter estado retirada de tudo o que me trazia conforto até então fez-me perceber do quão capaz sou de zelar por mim própria, tomar decisões e resolver os meus problemas. Gostei tanto de Zhuhai e da minha estadia lá que, em muitas situações, lembrei-me de que o tempo que tinha era limitado e fiz muito mais do que faria se simplesmente seguisse a minha rotina normal. E, por isso, as oportunidades e as surpresas foram muitas. Esse é um pensamento que trouxe de volta comigo. Se hesitar, eventualmente lembro-me que o meu tempo é limitado e não perco nada em seguir em frente.”

O que mais te fascinou?

“Foram muitas as coisas que me fascinaram, nem sequer consigo escolher a mais fascinante. Mas posso dizer que a primeira impressão que tive da escola foi de total estupefação. O campus da universidade era tão extenso, os edifícios tão grandes (a biblioteca era maior que a minha escola secundária!) e a vida universitária tão ativa que não podia deixar de fazer comparações com a minha realidade em Portugal. Ao início ainda cheguei a pensar que agora sim, estava a viver o verdadeiro espírito universitário.”

Autoria de Teresa Leão

Recomenda que qualquer aluno que faça mobilidade e que deve aproveitar para viajar ou partir de onde está. Com isto, viajou para Hong Kong e Macau visto que ficava perto. Destaca a cidade de Hangzhou como a que gostou mais de visitar que fica localizada mais a norte do país. Visitou vários pontos de interesse na própria cidade de Zhuhai, por exemplo, museus, monumentos e mercados.

Teresa Leão – “Hangzhou”

Superou as tuas expectativas?

“Sim, mas principalmente porque eu não comecei a minha mobilidade com muitas expectativas. Eu esperava, pelo menos, conseguir melhorar o meu mandarim e conseguir sentir-me confortável na minha estadia. Mas, com a simpatia das pessoas, a ajuda da escola, os vários amigos que fiz e as experiências inesperadas que vivi, as poucas expectativas que tinha foram seguramente superadas. Na minha opinião, ter apenas algumas expectativas específicas, talvez me tenha deixado recetiva a situações com que não imaginava, o que tornou a minha experiência ainda mais rica. Tudo era possível.”

O que aprendeste?

“Aprendi que a minha educação e a minha aprendizagem não têm que ser tão específicas e restringirem-se apenas a uma área e que, pelo contrário, é contínua e pode passar pelos mais diversos caminhos. Entendi que, realmente, o saber não ocupa lugar.

“Por outro lado, aprendi imenso sobre a cultura e tradições chinesas, particularmente da área de Cantão, como por exemplo a etiqueta à mesa, o ter de lavar todos os utensílios da refeição, bem como o sobre o famoso chá da manhã. Não só se aprender sobre tudo isto por observação, como há possibilidade de nos tornarmos parte dela.”

Por último, Teresa Leão recomenda a estudantes que sempre tiverem curiosidade de conhecer o mundo que o façam mesmo que estejam hesitantes, porque vão encontrar muitos benefícios, desde vantagens educativas, o que é uma ótima oportunidade de crescimento pessoal.

Partilha também que em Portugal falasse mais de “erasmus e experiência de estudo na Europa” do que Mobilidade Internacional, porque esta traz vantagens de conhecer uma cultura mais distinta e descobrir novas paixões. Partilha, que “para qualquer aluno que esteja aprender mandarim” e ainda desvenda uma curiosidade sobre a cidade de Zhuhai “é uma pérola da China, como o seu próprio nome indica (em mandarim, 珠海, ou Zhuhai, significa mar de pérolas), cheia de tesouros e recantos para mostrar. Aliás, costuma-se dizer, se os milagres tivessem cor, deveria ser azul Zhuhai.”

 

Teresa Leão da parte do #infomedia 谢谢 (obrigado).

 

Diana Nogueira

Editado João Rocha

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