Chelsea vs Manchester City – uma homenagem ao futebol

Futebol é muito mais do que apenas uma bola a rolar num campo com 22 homens (ou mulheres). Este desporto por vezes surpreende-nos com a qualidade com que uma equipa consegue apresentar processos consolidados e eficazes. O objetivo é não deixar a equipa adversária jogar e chegar à sua baliza, chegando à do oponente com a maior qualidade possível.

O jogo da Liga Inglesa, no passado dia oito de dezembro foi um exemplo do futebol como uma das mais belas formas de arte.

Para contextualizar, foi um jogo entre dois dos maiores candidatos a vencedores da Premier League (Liga Inglesa) e os que, até ao momento, apresentam um futebol com maior qualidade.

O desfecho do jogo foi uma vitória do Chelsea por duas bolas a zero, terminando com a senda invencível do Manchester City esta época. Mas a história deste jogo tem muito mais para contar sem ser os dados estatísticos que aqui serão apresentados.

Os golos surgiram dos pés de N’Golo Kanté quase no fechar da primeira parte, numa bela jogada coletiva terminada com um pontapé indefensável do francês. Já o segundo apareceu de uma cabeçada de David Luiz que só terminou no fundo das redes de Ederson.

Apesar de o City contar com o registo de 69% de posse de bola no final do encontro, verifica-se que foi uma posse de bola permitida pela equipa londrina com o intuito de aproveitar o seu velocíssimo contra-ataque. Mesmo contando com o maior número de remates, de passes e até mesmo foras-de-jogo, estes dados só serviram para melhorar o que só por si já foi um grande jogo.

Analisando de um ponto de vista mais técnico, e para explicar o que tem este jogo de tão cativante, temos o fator de pressão, sendo que neste jogo verificou-se uma coisa que não é muito comum. Ambas as equipas pressionaram no cimo do terreno, obrigando a outra a ter muito menos espaço na saída da bola e consecutivamente a deixarem para os guarda-redes, Ederson e Arrizabalaga, um papel fundamental no jogo com os pés que eles cumpriram exemplarmente.

Outra das características em destaque deste jogo foi a capacidade de sair em posse e passe curto de ambas as equipas, registando o primeiro “chutão” (remate para a frente, sem o destino de chegar a um colega propositadamente, apenas com o objetivo de afastar a bola de perto da área) só depois do minuto 70. Isto diz-nos muito do que foi este jogo e da qualidade que estes jogadores têm, tendo em conta, por exemplo, que na Liga Portuguesa o “chutão” é o que mais se vê, e mesmo um jogo entre candidatos ao título não tem a qualidade que este jogo nos apresentou.

A primeira parte foi mais dividida e ficou abalada pelo golo inicial do Chelsea, numa altura em que nenhuma das equipas merecia estar em vantagem, pelo equilíbrio apresentado. A segunda parte teve muito mais Chelsea, mesmo deixando o controlo da posse para os azuis de Manchester. Isto explica o porquê do Chelsea ter levado a vantagem. Souberam sofrer como equipa, numa altura que o City estava a tentar assumir cada vez mais o jogo em busca do empate, e como resultado desse sofrimento o Chelsea conseguiu chegar ao 2-0 e matar o jogo.

Foi um dos melhores jogos desta época e esperamos que haja mais jogos assim!

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