Tudo acabou bem para o presidente Rui Rio

A reunião de Conselho Nacional extraordinário do PSD iniciou-se às 17h da tarde do dia de ontem e só terminou às 4h da madrugada de sexta-feira, no Porto Palácio.

Rui Rio foi o primeiro a discursar, enquanto Luís Montenegro manteve o silêncio durante toda a reunião. O presidente do PSD pediu: “maturidade e sentido de responsabilidade” dos conselheiros nacionais na votação da moção de confiança à direção. Veja aqui o vídeo:

Intervenção de Rui Rio no Conselho Nacional no Porto/PSDTV

Inscreveram-se 75 pessoas para discursar, com direito a 5 minutos cada. A noite de ontem contou com momentos insólitos, como o abraço entre os antigos rivais Rui Rio e Luís Filipe Menezes, ex-líder do PSD e ex-presidente da Câmara de Gaia.

João Porfírio/Obsevador

Apesar deste clima de companheirismo, a moção de confiança teve declarações pouco amigáveis dos apoiantes de Rui Rio e Luís Montenegro, acompanhadas ao minuto pelo JN.

Só depois da pausa para jantar é que ficou decidido como se faria a votação.

Os apoiantes da direção de Rui Rio viam a posição pelo braço no ar como a única alternativa, mas mais tarde o líder parlamentar apelou ao voto secreto. Só depois é que os ânimos acalmaram. A oposição bateu-se sempre pelo voto secreto. Ao contrário do que fora dito, sobre se esperar que fosse Nunes Liberato quem decidiria o processo da votação, foi o presidente da Mesa de Conselho Nacional, Paulo Mota Pinto que deliberou que cabia aos presentes escolherem como preferiam efetuar a votação. Foi o voto secreto que ficou aprovado com 76 votos a favor, contra 27.

Rui Rio acabou por vencer a batalha final. A moção de confiança apresentada pelo presidente do PSD recebeu 75 votos a seu favor, 50 contra e uma abstenção. Ou seja, teve apoio de 59,5% dos presentes na noite de ontem.

Esta moção prolongou-se por 10 horas e Rui Rio disse já perto do final que: “o PS pode perder, temos de construir a possibilidade de o PSD ganhar” referindo também, “o partido tem de remar agora todo na mesma direção.” O atual líder do PSD sente agora que a liderança está reforçada “este conselho nacional e esta moção de confiança para esse efeito são clarificadores”.

Raquel Batista

 

 

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