Como lembramos a guerra civil espanhola? Sebastian Maharg põe o “Pasado en Paralelo”

Através da imagem, Sebastian Maharg montou novas formas de olhar para os 80 anos que marcam o fim da guerra civil de Espanha.

“Pasado en Paralelo” aglomera fotografias analógicas que marcam os três anos dos mais violentos conflitos espanhóis de que há memória e das atuais ruas de Madrid.

A exposição encontra-se na Faculdade de Letras da Universidade do Porto durante todo o mês de Abril.

Inspirado pelas muitas fotografias que viu sobre a guerra que colocou os franquistas e os republicanos frente a frente, o fotógrafo decidiu fazer algo semelhante ao que foi feito em Madrid na década de 30.

Cadáver. Banco de España. / SEBASTIAN MAHARG

Segundo Maharg estas montagens, como um passado em paralelo com o presente servem “para recordar que os mesmos lugares onde agora passeamos, foram também cenários de momentos duríssimos, não há muito tempo.”

 

Metro. Estación Sevilla. / SEBASTIAN MAHARG

“Como para muitos espanhóis, a Guerra Civil é me próxima. O meu avô materno lutou com os rebeldes e foi morto em batalha em janeiro de 1939. Já se passaram quase 80 anos. O meu interesse nasceu como resultado da falta de interesse pelo conflito”, disse Sebastian ao jornal El País.

Diamantes y sacos de arena. Gran Vía. / SEBASTIAN MAHARG

Maharg procurou fotos de pessoas comuns para que conseguisse ver “o lado humano do que aconteceu.”

 

Paseo del Prado con Atocha. / SEBASTIAN MAHARG

O fotógrafo tentou fundir os elementos das ruas para que as imagens se unissem subtilmente, no sentido de “vincular o espaço e o tempo”.

“Este projeto pretende unicamente realçar a dimensão mais humana dos feitos e que eles nos façam acreditar mais naquilo que nos une do que naquilo que nos separa.”

 

Por Raquel Batista

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